Na noite de quarta-feira (30/9), o governo da Bolívia efetuou a prisão do procurador-geral Roger Mariaca, figura central no aparato ministerial, após acusações formais dos Estados Unidos de que teria recebido subornos para proteger organizações criminosas e facilitar o narcotráfico, movimento que culminou na detenção de 14 indivíduos, apreensão de mais de 3,5 milhões de bolivianos (cerca de R$ 1,5 milhão) e US$ 10 mil (aproximadamente R$ 52 mil), além da suspensão imediata de sua autoridade pelo Congresso, que convocou sessão extraordinária para análise do caso.
Apuração e Contexto da O peração Policial
As investigações culminaram em operação coordenada pelas autoridades bolivianas, com apoio técnico das agências norte-americanas, que apuraram a movimentação irregular de recursos financeiros e a suposta articulação entre agentes do Ministério Público e redes de tráfico internacional; o inquérito, instaurado após denúncia formal dos Estados Unidos, revelou envolvimento de quatro procuradores e seis servidores em práticas de lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, conforme laudos periciais divulgados pelo Ministério da Justiça.
Antecedentes recentes indicam que a Procuradoria-Geral, sob a gestão de Mariaca, teria sido utilizada como instrumento para blindar líderes de alto nível do narcotráfico, com base em relatórios técnicos do Departamento de Estado e em protocolos de cooperação intergovernamental vigentes entre os dois países.
A Procuradoria-Geral da Bolívia foi desmantelada como estrutura institucional que incentivava e protegia o narcotráfico, segundo o ministro Marco Antonio O viedo.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuramente
O ministro Marco Antonio O viedo destacou que a operação contou com cooperação efetiva das agências americanas e reforçou o compromisso institucional contra o narcoterrorismo, enquanto Luis Montaño Morales, procurador superior com maior antiguidade na instituição, assumiu interinamente o comando da Procuradoria-Geral sob estrita supervisão jurídica.
A sessão extraordinária do Congresso marcada para sexta-feira (2/10) pretende avaliar as implicações jurídicas da prisão e definir medidas cautelares que garantam a continuidade das investigações sem prejuízo ao princípio do devido processo legal.



