Em mais de dois meses após a ocorrência dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que assolaram a Venezuela em 24 de junho, o presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez, informou que o total de óbitos ascendia a 6.509 mil, segundo apuração oficial divulgada em 24 de agosto, representando um acréscimo de 71 vítimas em relação ao último balanço divulgado há sete dias.
Contexto Histórico e Dados O ficiais da Tragédia
A atualização do número de mortos foi confirmada por meio de relatório técnico emitido pela chefia da Casa da Assembleia Nacional, que consolida dados provenientes de hospitais públicos, unidades de resgate e registros civis, consolidando uma contabilidade rigorosa dos óbitos registrados nas regiões mais afetadas, especialmente nos estados de Aragua, Carabobo e Vargas.
O governo venezuelano já havia contabilizado mais de 226 mil pessoas atendidas em hospitais após os sismos, enquanto uma plataforma civil independente registra que mais de 29 mil indivíduos seguem com paradeiros desconhecidos, evidenciando a amplitude da crise humanitária e a ausência de um censo oficial abrangente desde o início do desastre.
O total de mortos supera seis mil e quinhentos na Venezuela após dois terremotos que atingiram o país em junho.
Repercussão Institucional e Desafios na Gestão da Crise
Jorge Rodríguez destacou que o aumento recente no número de falecidos reflete a identificação tardia de corpos em áreas de difícil acesso, além da sobrecarga nos sistemas forenses regionais, enquanto a oposição e setores da sociedade civil pressionam para a criação de um comitê humanitário internacional com mandato para coordenar buscas e identificações.
Especialistas apontam que a falta de infraestrutura básica para gestão de emergências, somada à crise econômica prolongada, dificulta a efetivação de planos de contingência eficazes, colocando em xeque a capacidade do Estado venezuelano em restaurar a segurança pública e reerguer comunidades inteiras.



