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Lula acusa Flávio Bolsonaro de fugir do Brasil e dispara: “Quem não deve não teme”

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 46 min
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Lula acusa Flávio Bolsonaro de fugir do Brasil e dispara: “Quem não deve não teme”
Fatos Rápidos da Notícia
  • Polícia Federal apontou risco de fuga antes de Moraes proibir Flávio de deixar o país
  • Presidente chamou a saída do senador de “vergonhosa” e criticou sua relação com os Estados Unidos. (Foto: Ricardo Stuckert)
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “vergonhosa” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais. Em declarações na terça-feira (27), durante um evento no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula disse que o adversário deveria ter permanecido no país e afirmou que ele deve ter “culpa na consciência”.
Resumo Editorial

Polícia Federal apontou risco de fuga antes de Moraes proibir Flávio de deixar o país

Polícia Federal apontou risco de fuga antes de Moraes proibir Flávio de deixar o país

Presidente chamou a saída do senador de “vergonhosa” e criticou sua relação com os Estados Unidos. (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “vergonhosa” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais. Em declarações na terça-feira (27), durante um evento no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula disse que o adversário deveria ter permanecido no país e afirmou que ele deve ter “culpa na consciência”.

“Eu fico imaginando que culpa tem na consciência um cidadão que acaba de perder as eleições e foge do seu país”, declarou o presidente. Lula também comparou a atitude do senador à própria trajetória eleitoral, lembrando que permaneceu no Brasil após perder disputas presidenciais para Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

O presidente afirmou que, quando foi acusado, recebeu convites para deixar o país, mas decidiu permanecer no Brasil e se entregar à Polícia Federal (PF). “Quem não deve não teme”, disse.

Lula também criticou o fato de Flávio não ter entregado os passaportes após determinação judicial. “Quando pediram para eu entregar meu passaporte, eu entreguei. Ele deveria ter entregue”, afirmou. Na sequência, fez uma crítica à relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Lamentavelmente, a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria dele. A primeira é lamber-botas dos EUA”, declarou Lula durante a comemoração de seus 81 anos, no Palácio da Alvorada.

Flávio viajou para os Estados Unidos

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos após a derrota eleitoral. O senador viajou com a esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas, Carolina e Luiza, em um avião particular que saiu da Argentina, fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami.

Uma autoridade do Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que o governo americano concederá vistos ao senador e aos familiares, autorizando a entrada do grupo no país. A viagem ocorreu após Flávio afirmar publicamente que não pretendia deixar o Brasil.

STF havia proibido saída do país

A viagem aconteceu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse os passaportes comum e diplomático e ficasse proibido de deixar o Brasil. O prazo para apresentação dos documentos terminou às 11h de terça-feira (27), mas o senador não cumpriu a determinação.

A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou riscos considerados “concretos e atuais” de fuga. Entre os elementos apresentados, a PF citou declarações públicas do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que havia defendido que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição.

Os investigadores também mencionaram o poder econômico do senador e a existência de estruturas no exterior que poderiam viabilizar uma permanência prolongada fora do Brasil. A PF cancelou os passaportes brasileiros de Flávio, incluindo o diplomático.

Investigação envolve suspeita de lavagem de dinheiro

A restrição judicial foi determinada no âmbito de um inquérito que investiga Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo as informações apresentadas pela PF, Tomaz está nos Estados Unidos desde agosto de 2026, após ser alvo da Operação Sem Desconto. O caso tramita sob sigilo.

No pedido encaminhado a Moraes, a PF também mencionou uma hipótese ainda sob apuração sobre o destino de recursos enviados aos Estados Unidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, por intermédio do doleiro Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro. Os investigadores não descartaram a possibilidade de parte dos valores ter sido destinada à manutenção da estrutura de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Mineiro firmou acordo de colaboração premiada, homologado pelo ministro André Mendonça, do STF, em setembro. O acordo prevê a colaboração com as investigações para que ele possa obter benefícios em caso de condenação.

Flávio também é formalmente investigado em outro inquérito que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As investigações não representam, por si só, comprovação de culpa.

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