Na manhã de 27 de agosto, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, compareceu ao gabinete do ministro do STF André Mendonça na Papudinha, prestando depoimento por requerimento da defesa que alegou ameaças e intimidações, após o adiamento da oitiva prevista para a Polícia Federal devido a uma suposta falha técnica identificada pelo Ministério Público como desvio para evitar a presença da corporação.
Contexto Institucional e Procedimentos O ficiais
A apuração revelou que o depoimento ocorreu dentro da Papudinha, local de detenção preventiva de Vorcaro, após sua defesa solicitar a transferência para o ambiente protegido do ministro, em desacordo com as normas da Polícia Federal que prevê videoconferência obrigatória, conforme exigido pela Resolução CNJ nº 213/2015 e suas alterações da Resolução nº 562/2024, que asseguram incolumidade física e psicológica ao depoente em casos de relato de ameaças.
O adiamento ocorreu após alegada falha técnica na conexão com a PF, mas investigações do Ministério Público apontaram desvio deliberado para impedir a participação da corporação, gerando conflito interno entre advogados da defesa, entre eles Daniel Bialski, responsável por intermediar o pedido ao gabinete de Mendonça, e demais profissionais que defendiam a realização do depoimento na sede da PF.
O Banco Master responde por mais de R$ 200 bilhões em ativos e está no centro de investigações sobre corrupção no Banco Central.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
O gabinete de Mendonça declarou, por meio de nota oficial, que o atendimento seguiu estrita conformidade com as Resoluções CNJ nº 213/2015 e nº 562/2024, garantindo a proteção do depoente diante de relatos de intimidações, destacando que o Ministério Público estava presente como exigido legalmente e que a ausência da PF obedecia à diretriz normativa de segurança.
Especialistas jurídicos apontam que a manobra pode configurar obstrução à justiça ao desviar procedimento legalmente previsto, enquanto o STF ainda não se manifestou sobre a validade do ato, mantendo silêncio institucional que reforça tensão entre poderes.



