Na última segunda-feira (12/10), o jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., natural de Brasília, foi deportado da Argentina e proibido de reentrar no país por cinco anos, após descumprir as condições estabelecidas para a manutenção do visto de residência permanente, que vigorava até 2037.
Contexto Institucional e Histórico da Revogação do Visto
A Direção Nacional de Migrações (DNM) confirmou que a revogação do documento de residência ocorreu por irregularidade no cumprimento da permanência regular na Argentina desde a concessão do visto em 2022, apesar da validade legal até 2037, enquanto o governo de Javier Milei havia aplicado, em julho, um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que autoriza a expulsão de estrangeiros acusados de promover discursos de ódio contra argentinos ou símbolos nacionais.
O caso ressalta um novo capítulo na tensão entre autoridades argentinas e críticos do modelo econômico e social adotado por Milei desde 2023, com o jornalista já reconhecido por sua atuação crítica nas mídias digitais e em publicações acadêmicas sobre a realidade do país.
Foi deportado e proibido de entrar na Argentina por cinco anos, com base em decreto que visa silenciar críticas ao governo Milei
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A decisão foi formalizada sem prévia notificação ao jornalista, segundo ele, o que configura violação ao princípio do contraditório no processo administrativo, conforme previsto no direito processual migratório argentino.
Tomaz Jr. Afirmou que pretende enquadrar o documento de deportação como 'diploma de honra', mas garantiu que continuará sua atuação jornalística com foco em uma próxima obra sobre o governo argentino, prevista para 2027.


