O ministro do Planejamento e O rçamento, Bruno Moretti, destacou que o governo pretende acelerar a abertura do chamamento às instituições financeiras para o Desenrola 3.0, com foco em viabilizar um lote inicial de aproximadamente R$ 30 bilhões das dívidas totais de R$ 150 bilhões previstas, incluindo R$ 6 bilhões especificamente destinados a débitos de microempreendedores individuais (MEIs), com o processo programado para iniciar em novembro, seguir com o recebimento das propostas em dezembro, homologação em janeiro de 2027 e assinatura de contratos em fevereiro, embora bancos manifestem cautela quanto à viabilidade técnica do leilão antes do segundo turno das eleições.
Contexto Estratégico e Cronograma da O peração
A definição do cronograma preliminar do Desenrola 3.0, anunciado pelo ministro Bruno Moretti em entrevista coletiva, reflete uma estratégia governamental de modular a implementação do programa para garantir condições técnicas mínimas antes da formalização das operações. O primeiro lote de R$ 30 bilhões será destinado à aquisição de carteiras de dívidas já identificadas e inadimplentes há entre dois e quatro anos e meio, abrangendo principalmente débitos de cartões de crédito e crédito pessoal sem consignação, conforme critérios técnicos em estudo pela Secretaria de Economia.
Nos bastidores, a discussão sobre o antecipamento do chamamento para novembro — inicialmente previsto para depois das eleições — revela uma tensão entre a urgência política e a necessidade de adequação operacional. Fontes do mercado financeiro consultadas pelo apontam que, embora o governo tenha sinalizado intenção de agilizar o processo, a falta de definição clara sobre critérios de seleção das carteiras e mecanismos de deságio ainda impede a viabilidade imediata do leilão.



