Um treinamento de três semanas, programado para ocorrer entre outubro e novembro de 2023, visa capacitar militares e servidores governamentais dos Estados Unidos no domínio do português brasileiro, com atividades presenciais em Montgomery, no Alabama, após a divulgação do edital pela Ascensus Global, Inc., empresa de veteranos com deficiência que arcará com as despesas de locação do instrutor.
Contexto Estratégico e Antecedentes da Contratação
A abertura da vaga para instrutor de português no âmbito militar estadunidense gerou preocupação imediata no Brasil, diante do calendário eleitoral e das relações diplomáticas tensas entre Brasília e Washington, especialmente após a publicação de relatório da Abin que sinalizava risco de interferência externa no processo democrático nacional.
A contratação, efetuada sob a égide da Ascensus Global, Inc., ocorre em um momento de alta volatilidade nas relações bilaterais, com o programa previsto para incluir tanto atividades virtuais quanto presenciais, sem clareza sobre os órgãos públicos ou instituições específicas que comporão a turma.
O anúncio oficial não detalhou quais unidades do governo ou forças armadas serão beneficiadas, nem quais cenários práticos — como negociações diplomáticas ou operações conjuntas — serão abordados durante o treinamento.
O programa será dividido em partes virtuais e presenciais, totalizando 21 dias de capacitação entre outubro e novembro deste ano.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuramente Previstos
As declarações oficiais até o momento mantêm postura de sigilo institucional, com a Ascensus Global e o Exército dos Estados Unidos abrigando detalhes operacionais sob fundamento de segurança nacional, enquanto a Abin reforça a necessidade de vigilância constante sobre quaisquer iniciativas que possam ser interpretadas como influência estrangeira nos processos internos brasileiros.
Diante da proximidade das eleições e do histórico de desgaste nas relações diplomáticas, o treinamento pode ser visto como um indicativo de engajamento estratégico dos EUA em fortalecer laços com o Brasil no campo da língua e cultura, embora sem indícios concretos de vínculo com ações eleitorais.



