No sábado (22/8), o deputado federal João Bacelar (PL-BA) participou do comício político realizado em Ribeira do Pombal ao lado do governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, utilizando adesivo com o número 13, símbolo eleitoral do partido, fato que gerou tensão interna no PL e provocou declarações contundentes do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Contexto Institucional e Antecedentes da Controvérsia
A aparição do parlamentar na mesma agenda de evento de grande visibilidade nacional, sob a égide do PT, foi registrada por imprensa local e repercutida por aliados do PL como sinal de descompasso ideológico em plena fase de pré-campanha eleitoral; fontes próximas ao comando nacional do partido confirmaram que a direção regional baiana chegou a propor medidas disciplinares, incluindo eventual expulsão, em razão da incompatibilidade entre o simbolismo do número 13 e a identidade programática do PL.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou em entrevista à Rede Comunica Brasil que a conduta de Bacelar não apenas contraria o projeto conservador defendido pela legenda, mas também expõe fragilidades estratégicas no posicionamento institucional, ao colocar um representante do PL em palanque ao lado de figura política cuja reputação é alvo de questionamentos e cuja trajetória tem sido associada a práticas consideradas contrárias aos princípios da direita.
O PL perde a oportunidade de se firmar como um partido verdadeiramente conservador quando um de seus deputados ostenta o símbolo 13 do PT no mesmo palanque que o governador petista Jerônimo Rodrigues.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
Em nota oficial divulgada à imprensa, o deputado João Bacelar asseverou que sua presença no evento e o uso do adesivo com o número 13 não constituem ruptura de compromisso com o Partido Liberal, reiterando inabalável apoio aos candidatos indicados pelo comando nacional, entre eles Valdemar Costa Neto, Flávio Bolsonaro e João Roma, e afirmando que as alegações de incongruência foram devidamente esclarecidas junto à diretoria partidária.
Diante da tensão gerada pela situação, analistas políticos apontam para a necessidade de o PL consolidar sua identidade ideológica perante eleitores sensíveis às alianças programáticas; embora a direção nacional tenha considerado o caso encerrado, a polêmica deve influenciar pautas internas de readequação estratégica rumo à coerência entre discurso e prática eleitoral.



