Na sabatina realizada na terça-feira (25/8) pela Rádio BandNews, o candidato Leandro Grass (PT), ao apresentar o programa DF nos Trilhos, delineou uma proposta abrangente para a reestruturação do transporte público e da saúde no Distrito Federal, com foco na expansão da malha metroviária, implantação de tarifa zero e plano emergencial de 100 dias para a redução de filas no SUS, integrando ações da Secretaria de Saúde com a rede privada e prevendo investimentos em novos veículos, revitalização de estações e ampliação da cobertura em regiões estratégicas como Samambaia, Ceilândia e Recanto das Emas.
Proposta Integrada de Mobilidade e Saúde Pública
A apresentação do programa DF nos Trilhos ocorreu em um momento de crise operacional recorrente no Metrô, marcada por descarrilamentos, atrasos e panes que expõem a precarização da infraestrutura atualmente em funcionamento, evidenciando a necessidade urgente de investimentos estruturais e modernização tecnológica para garantir confiabilidade no serviço público de mobilidade urbana.
Grass vinculou sua proposta à necessidade de transição de um modelo predominantemente rodoviário para um sistema multimodal sobre trilhos, prevendo não apenas a ampliação da rede metroviária, mas também a manutenção e qualificação da malha existente, com aquisição de novos vagões, revitalização completa das estações, ampliação do horário de funcionamento e expansão da cobertura em áreas periféricas como Samambaia, Ceilândia e Recanto das Emas, além da integração modal via VLT e projeto ferroviário Luziânia-Plano Piloto.
O candidato Leandro Grass propôs a implantação de tarifa zero no transporte público do Distrito Federal com investimento financiado pela reorganização orçamentária do GDF e revisão de concessões fiscais.
Repercussão Institucional e Desafios O peracionais
A proposta foi recebida com reservas técnicas por especialistas em mobilidade urbana, que apontaram desafios financeiros e operacionais na viabilidade da isenção tarifária sem comprometer a sustentabilidade dos sistemas de transporte existentes, especialmente em um contexto de pressão fiscal sobre o GDF.
As manifestações oficiais ainda são divergentes: enquanto Grass defende a integração entre saúde pública e gestão direta da Secretaria de Saúde com parceria para redução de filas via SUS e auditoria nos planos assistenciais aos servidores do Inas, autoridades do Ministério da Saúde ressaltam a complexidade técnica do plano emergencial de 100 dias para efetivação sem sobrecarregar o setor privado.



