Na manhã de 16 de abril, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal durante a 4ª fase da O peração Compliance Zero, no Distrito Federal, após a apreensão de 24 armas de fogo e milhares de munições em seu apartamento, onde residia com a esposa e duas filhas, conforme relatado no termo investigativo.
Apuração da O peração e Contexto das Investigações
A ação policial ocorreu às 6h da manhã, com ingresso ao imóvel mediante franqueamento pela parte investigada, sem necessidade de força, conforme informado no relatório da PF. Durante a busca, foram identificados equipamentos de coleta de dados, incluindo celular IPhone, IPad, notebook e computador desktop, além do veículo Volkswagen T-Cross. A apreensão das armas — fuzis Sig Sauer, Taurus e Rossi; pistolas Glock, Colt e Imbel; espingardas Boito e CBC — configurou risco iminente à integridade dos agentes, já que o investigado detinha registro válido de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
O contexto das investigações aponta para envolvimento do ex-executivo em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em parceria com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com suposta negociação de R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas e aquisição de pelo menos seis imóveis de luxo no valor de cerca de R$ 74,6 milhões por meio de empresas fachada e fundos de investimento.
Foram apreendidas 24 armas de fogo e cerca de R$ 74,6 milhões em bens imobiliários suspeitos ligados ao esquema fraudulento.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuramente
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do investigado no Complexo Penitenciário da Papuda após o levantamento do sigilo das investigações no âmbito do caso Master, sinalizando firmeza institucional diante da suspeita de integração em organização criminosa.
A defesa de Paulo Henrique Costa já anunciou a substituição do advogado após a prisão; especialistas apontam que a manutenção da prisão preventiva dependerá da comprovação contínua dos riscos à ordem pública e à continuidade das atividades ilícitas.
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