Na terça-feira (13/10), Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pela aliança PL‑PP, confirmou a visita ao pai, ex‑presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu o reencontro após 90 dias de suspensão imposta em julho por descumprimento de cautelares referentes ao uso de redes sociais por terceiros.
Contexto Institucional e Histórico da Decisão Judicial
A retomada das visitas foi viabilizada por decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, que reconheceu o cumprimento integral das condições impostas anteriormente, restabelecendo o direito constitucional de visitação prevista no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, enquanto o ex‑presidente continua sob medida cautelar que proíbe o uso direto ou indireto de plataformas digitais para comunicação com o exterior.
A expectativa institucional gira em torno da possibilidade de diálogos familiares que podem influenciar a estratégia política do candidato Flávio Bolsonaro, já que a medida cautelar inicial foi motivada por alegações de que terceiros teriam veiculado mensagens em redes sociais em nome do ex‑presidente, configurando descumprimento de obrigações processuais.
A autorização do STF permite ao senador Flávio Bolsonaro visitar o pai após 90 dias de proibição judicial.
Repercussão Jurídica e Estratégica
A decisão foi recebida com manifestações contrárias: o Ministério Público Federal questionou a legitimidade da visita, argumentando que poderia gerar nova violação das cautelares judiciais, enquanto a defesa de Jair Bolsonaro destacou a necessidade de preservação dos vínculos familiares para a manutenção da saúde mental do réu.
No plano político, a aproximação entre pai e filho reforça a tentativa de Flávio Bolsonaro de captar eleitores moderados e empresários, ao mesmo tempo em que sinaliza ao mercado financeiro uma possível estabilização das tensões internas do partido PL.



