Na manhã de 17 de maio, a O peração Vectura Corrupta deflagrou com o cumprimento de 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na capital paulista, visando desmantelar uma rede que articulava o Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo, com a prisão de Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, como principal alvo entre nove investigados já detidos.
Contexto Institucional e O peracional da Apuração
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo revelaram que Milton Leite é apontado como o verdadeiro proprietário da Transwolf, empresa controlada pelo PCC e responsável pela operação de serviços de transporte coletivo em São Paulo, com envolvimento documentado de advogados na comunicação entre presos e pessoas em liberdade, conforme relatório técnico das autoridades policiais.
Antecedentes indicam que esta operação representa o desdobramento da O peração Decúrio, realizada em agosto de 2024, que já havia identificado uma rede de comunicação clandestina utilizada pelo PCC para manter contato entre integrantes presos e parceiros externos, incluindo a participação de advogados em atos ilícitos vinculados à infiltração do crime organizado nas eleições municipais de 2024.
Milton Leite é considerado o dono real da Transwolf, empresa ligada ao PCC que controla pelo menos 12 empresas de transporte coletivo na capital paulista.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
A Justiça Federal já determinou a prisão preventiva de Leite, que deverá se apresentar às autoridades dentro do prazo de 24 horas conforme sua própria declaração pública, enquanto o Ministério Público sinaliza a abertura de inquérito para apurar a participação efetiva do PCC na estrutura operacional das empresas de transporte.
Especialistas apontam que o caso pode desencadear uma série de medidas legais rigorosas, incluindo a suspensão dos contratos municipais com as empresas investigadas e a aplicação de sanções penais previstas no Código Penal para organização criminosa, com possível ampliação das investigações para outros municípios do interior paulista.



