Na tarde de terça-feira (23/9), por volta das 15h40, policiais da Rondas O stensivas Tobias de Aguiar (Rota) e da Tropa de Choque da Polícia Militar paulista realizaram uma abordagem na Estrada de Itapecerica, zona sul paulistana, resultando na morte de Ewerton Mariano Vicente, 41 anos, em circunstâncias que ainda geram intenso debate entre a versão oficial das forças de segurança e os relatos de testemunhas.
Contexto Prisional e Antecedentes do Indivíduo
A apuração jornalística revelou que Ewerton Mariano Vicente encontrava-se em regime aberto desde 26 de julho de 2018, após cumprir 13 anos e quatro meses de pena por roubo praticado em 2006, com retorno ao sistema prisional em 2014 e concessão de benefício penal em julho do ano seguinte, conforme documentos judiciais obtidos pela reportagem.
O s antecedentes penais do individual revelam múltiplas condutas ilícitas ao longo da vida, incluindo duas condenações por roubo — uma com início em julho de 2006 e outra ocorrida em janeiro de 2014, totalizando mais de 17 anos de reclusão, o que reforça a complexidade do perfil criminal do autor e o risco potencial associado à sua atuação em regime semiaberto.
Ewerton Mariano Vicente, 41 anos, morreu durante confronto com policiais da Rota e Choque após suposta resistência armada e troca de tiros na Estrada de Itapecerica.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O Ministério Público e a Polícia Civil já iniciaram investigação formal para apurar as circunstâncias da morte, com foco na legitimidade da ação letal e na veracidade do relato de que Ewerton teria disparado primeiro contra os agentes, conforme registrado no boletim policial assinado pelo sargento Vitor Nigro.
O caso reacende o debate sobre o uso da força letal em ações de combate ao tráfico narcotraffico e à revisão dos critérios de fiscalização de indivíduos em regime aberto, diante do histórico violento e da recente posse de arma de calibre 380 e drogas no local.



