Na sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a remoção da relatoria do processo que incluía mensagens da Polícia Federal entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, transferindo a condução do caso para a presidência da Corte, após o ministro André Mendonça ter retirado o sigilo de um relatório da PF com registros do celular de Vorcaro em 1º de setembro.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A decisão de Fachin, tomada em sessão extraordinária realizada no sábado (12/9), reforça uma orientação anterior de 9 de setembro que suspendeu procedimentos investigativos envolvendo integrantes do STF, ampliando as tensões entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre o acesso a provas e a condução das investigações no Caso Master.
A apuração revelou 187 interações entre o contato salvo como 'Alexandre de Moraes BRASILIA' e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, cujos registros foram obtidos pela Polícia Federal a partir do celular deste último, gerando controvérsia sobre a legitimidade da análise dos elementos pelas 11 instâncias do tribunal.
A análise dos 187 registros entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro pode definir se o STF suspenderá ou não a condução de investigações contra ministros.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Estratégicos
A decisão de Fachin intensifica o conflito institucional ao determinar que petições vinculadas ao Caso Master e ao INSS sejam remetidas à presidência do STF, enquanto Mendonça ainda analisa a relatoria desses processos, sinalizando possível nova rodada de ajustes processuais.
O movimento reforça a necessidade de transparência na gestão probatória, com especialistas apontando que a decisão pode estabelecer precedentes para a atuação ministerial em processos que envolvem autoridades superiores.



