Mariana Naime, candidata do Partido Liberal (PL) à deputada federal no Distrito Federal, assegurou 67.218 votos nas eleições proporcionais da Câmara dos Deputados, superando os 43.542 de Agnelo Queiroz (PT) e os 43.179 de Professor Reginaldo Veras (PV), porém não assumiu a cadeira efetiva devido à cláusula de elegibilidade baseada na performance partidária.
Contexto Eleitoral e Regras de Distribuição de Mandatos
A apuração realizada pela Justiça Eleitoral confirmou que, embora Mariana Naime tenha sido a terceira candidatura mais votada do PL no DF, a suplência ocorreu por conta do critério de distribuição proporcional adotado na eleição para a Câmara dos Deputados, que prioriza o total de votos somados pelo partido ou federação e não o placar individual de cada candidato.
Ainda assim, a candidatura de Naime configurou-se como relevante no cenário político local: bacharel em direito e empresária, ela é esposa do coronel Jorge Eduardo Naime, preso por participação nos atos do 8 de Janeiro, e tem histórico de posicionamento crítico ao STF em casos como o do 8/1, além de apoio ativo às mães atípicas e ao deputado Nikolas Ferreira, o mais votado da história com mais de 3 milhões de sufrágios.
Com 67.218 votos, Mariana Naime obteve mais sufrágios que dois candidatos efetivamente eleitos à Câmara dos Deputados.
Repercussão Política e Desafios para a Bancada do PL
As autoridades do PL celebraram a bancada histórica de três deputados federais – Alberto Fraga, Izalci Lucas e Thiago Manzoni – como expressão da força eleitoral da legenda no Distrito Federal, enquanto Naime, embora não assuma mandato, deve exercer papel estratégico como suplente junto à Comissão da Câmara e em articulações internas.
O cenário político indica que a ausência de mulheres na Câmara dos Deputados do DF reforça a necessidade de reflexão sobre a representatividade partidária, enquanto o PL consolida sua hegemonia com perspectiva de expansão nas próximas legislaturas.



