Em meio à crise institucional sem precedentes no Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro Luís Roberto Barroso optou por não integrar o manifesto de apoio ao presidente do tribunal, Edson Fachin, ao passo que Ricardo Lewandowski ficou desautorizado a aderir, após investigação jornalística que revelou sua ligação com o caso Banco Master, envolvendo contrato de consultoria de R$ 5 milhões.
Contexto Institucional e Antecedentes da Crise
A decisão de Barroso, tomada após meses de diálogos internos com os demais magistrados, visa preservar a autonomia de articulação reservada dentro do STF, conforme evidenciado em mensagem enviada aos colegas em que elogiou a postura equilibrada de Fachin, ressaltando que tal documento externo poderia restringir sua participação nas conversas confidenciais.
A exclusão de Lewandowski do grupo foi determinada com base em apurações da que identificaram seu envolvimento em contrato de consultoria no valor de R$ 5 milhões firmado entre seu escritório e o Banco Master, situação que também repercutiu sua passagem recente como ministro da Justiça e Segurança Pública sob a gestão do presidente Lula.
Barroso afirmou que a adesão a manifesto externo limitaria sua atuação nas conversas reservadas com os ministros do STF
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A manifestação oficial de Barroso reforça a tradição do STF de priorizar decisões internas sobre posições públicas, sinalizando resistência à pressão externa em momentos de tensão institucional.
Especialistas apontam que o afastamento de figuras centrais como Lewandowski pode intensificar os embates entre relatores como Alexandre de Moraes e André Mendonça, com possíveis desdobramentos no âmbito processual do inquérito das Fake News e dos casos do Banco Master e INSS.



