Na madrugada de terça-feira, 1º de setembro, durante sabatina no Jornal de Brasília, a governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP), candidata à reeleição, anunciou a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), antigo Centrad, a partir da sexta-feira, 4 de setembro, com a meta inicial de ocupar 30% do complexo e gerar economia estimada em mais de R$ 160 milhões em aluguéis, além da implementação futura da tarifa zero no transporte público após conclusão de estudos e auditoria nos contratos vigentes.
Contexto Institucional e Antecedentes da O cupação do CAD-DF
A governadora Celina Leão informou que a ocupação do CAD-DF, construído há pouco mais de uma década e entregue ao governo em 2014 sem ocupação integral, responde a uma estratégia de otimização de recursos públicos e reestruturação administrativa do Executivo distrital; o espaço, composto por cinco blocos destinados a abrigar órgãos públicos, permanece subutilizado desde sua conclusão devido a pendências jurídicas e financeiras relacionadas a pagamentos e cláusulas contratuais.
Segundo laudo da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), datado de maio, foi determinado o estudo para viabilizar a implementação da tarifa zero no transporte público do DF, medida que ampliará o acesso à população ao suspender o repasse de recursos aos operadores privados sob os atuais termos contratuais que oneram os cofres estaduais.
A expectativa é de economia superior a R$ 160 milhões anuais com a ocupação do CAD-DF, valor correspondente ao aluguel atual do complexo.
Repercussão Jurídica e Impactos na Gestão Pública
Durante a sabatina, Celina Leão destacou que a auditoria nos contratos de transporte público está em curso e que o congelamento de repasses busca corrigir desequilíbrios financeiros identificados no modelo vigente, já que o programa Vai de Graça — que isenta a tarifa aos domingos e feriados — não é sustentável diante do aumento dos custos operacionais.
Especialistas em gestão pública apontam que a ocupação progressiva do CAD-DF pode fortalecer a integração entre secretarias, como Seduh, SODF e Casa Civil, potencializando projetos urbanos e infraestruturais nas regiões periféricas como Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.



