Na noite de 25 de agosto, moradores do Assentamento 26 de Setembro, localizado no Distrito Federal, interromperam o fluxo veicular na Via Estrutural (DF-095), sentido Taguatinga à Ceilândia, ao atear pneus em chamas e erigir barricada improvisada próximo ao córrego da cidade Estrutural, conforme constatado pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF), em ato que evidenciou a tensão latente decorrente da deficiência crônica no abastecimento elétrico local.
Contexto Institucional e Histórico da Crise Energética no Assentamento
A apuração realizada junto ao DER-DF e relatos de moradores revela que o protesto ocorreu em razão da persistente instabilidade no fornecimento de energia elétrica, condição agravada pela presença de ligações clandestinas que, segundo a Neoenergia, comprometem a regularização técnica e a segurança do sistema.
O assentamento, historicamente marginalizado em termos infraestruturais, registra desde 2022 reclamações recorrentes sobre apagões frequentes e ausência de políticas públicas efetivas por parte dos órgãos responsáveis pelo abastecimento e habitacionalidade urbana.
Mais de 70% dos 1.200 moradores do Assentamento 26 de Setembro utilizam ligação clandestina de energia, segundo laudo técnico da Neoenergia de 2023.
Repercussão Técnica e Desafios da Regularização Fundiária
O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Habitação, anunciou measures emergenciais para acelerar a regularização fundiária da região, com meta de concluir o processo até dezembro de 2024, conforme plano apresentado na reunião da Câmara Legislativa do DF.
Entretanto, especialistas apontam que a adoção de medidas técnicas efetivas para a desativação das ligações irregulares e investimento em infraestrutura elétrica é imprescindível para evitar nova crise humanitária e operacional na região.



