A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou discussões internas para sua reestruturação após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado Federal. O diretor-geral da instituição, Antônio Fernando Oliveira, afirmou que a corporação está definindo as mudanças necessárias para se adequar às novas competências previstas na proposta.
Com a nova legislação, a PRF passa a ser responsável pelo policiamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais, áreas que antes não contavam com fiscalização policial específica. A corporação planeja criar coordenações específicas para cada uma dessas frentes de atuação, com implementação prevista para após a promulgação da PEC.
O analista de segurança pública Elijonas Maia destacou que ferrovias e hidrovias são utilizadas por facções criminosas para o transporte de drogas e armas, especialmente em rotas ligando Mato Grosso do Sul e Mato Grosso ao interior de São Paulo. Ele ressaltou que nenhuma polícia era responsável pelo policiamento dessas áreas essenciais antes da medida.
A PEC também prevê que a PRF atue em regime de apoio institucional, semelhante à Força Nacional, podendo ser acionada por estados mediante autorização do Ministério da Justiça, especialmente em territórios indígenas. Durante a tramitação, houve sugestões de mudar o nome para Polícia Ostensiva Federal (POF) ou Polícia Viária Federal (PVF), mas a PRF rejeitou a proposta e manteve a denominação original.
Quanto aos recursos financeiros, Elijonas Maia informou que o orçamento continua o mesmo, apesar do aumento no volume de trabalho decorrente das novas atribuições.



