A Justiça de São Paulo deu sequência, nesta quarta-feira (23), à segunda audiência de instrução no Fórum de Limeira para avaliar novas testemunhas no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto, onde o equipamento de segurança não foi adequadamente acoplado, resultando em politraumatismo fatal.
Apuração e Contextualização da Instrução Judicial
Na penumbra do Fórum de Limeira, onde as luzes artificiais iluminavam os rostos marcados pela tensão, os advogados das defesas de Luis Felipe Egoroff e Maicon Cintra aguardavam a oitiva das 12 testemunhas acusatórias previstas para esta sessão, conforme comunicado ao Ministério Público e registrado no sistema eletrônico do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O magistrado responsável, desembargador Marcelo Duarte, determinou a modalidade virtual para os réus – Egoroff, Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves – enquanto as testemunhas presenciais serão ouvidas sob rigorosa protocolização pericial.
Nos autos, constata-se que a primeira audiência, ocorrida em 17 de junho, já havia ouvido quatro testemunhas do Ministério Público, mas a expectativa era de 16 acusacionais e 15 defensivas, totalizando 27 individuals a serem inquiridas nesta etapa decisória que pode definir o rumo do processo criminal em curso.
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas ocorreu após queda livre de 40 metros sem qualquer ancoragem ao sistema de segurança da rope jump praticada na Trilha da Ponte do Esqueleto em Limeira.
Repercussão Legal e Desdobramentos Futuros
O Ministério Público Federal já havia denunciado os três instrutores da Entre Cordas por homicídio qualificado com dolo eventual e a responsável legal Evelyne dos Santos Gonçalves por homicídio e fraude processual, medida que já resultou em prisão preventiva para todos os acusados desde o início das investigações. Durante a instrução, o promotor regional André Silva afirmou que 'a omissão deliberada quanto à verificação do equipamento configurou conduta antagônica à vida humana', reforçando a teoria do dolo eventual presente no caso.
A defesa, por sua vez, alega ausência de intencionalidade e contesta a validade das provas colhidas por câmeras corporais – uma vez que a própria empresa teria tentado recolher o dispositivo na noite do acidente para obstruir a apuração – enquanto aguardam a oitiva das testemunhas que podem corroborar ou desconstruir a teoria do risco calculado.



