Granit Xhaka, capitão da seleção da Suíça, foi condenado pela Justiça do país por obter e utilizar um certificado falso de vacinação contra a Covid-19, sendo sentenciado ao pagamento de 50 multas diárias de 3 mil francos suíços, totalizando 150 mil francos (cerca de R$ 990 mil), com a pena condicional suspensa por dois anos.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A investigação conduzida pelo Ministério Público de Lucerna teve origem em um episódio ocorrido em 2022, durante o período em que Xhaka defendia o Arsenal, clube da Inglaterra, e se deslocava para a Suíça, onde utilizava o documento fraudulento para acessar locais públicos e realizar viagens interregionais, ação que configurou infração ao Artigo 269 do Código Penal suíço, relativo à falsificação de documentos oficiais.
O jogador reconheceu publicamente seu erro ao admitir que agiu em 'um estado de espírito conturbado', motivado por dúvidas acerca das vacinas contra a Covid-19 e pela vontade de contornar restrições sanitárias vigentes à época, fato que culminou em sua declaração de desculpas oficial perante as autoridades competentes.
Sentenciado ao pagamento de 150 mil francos suíços (cerca de R$ 990 mil) em multas diárias condicionais, com pena suspensa por dois anos.
Repercussão Jurídica e Cenários Futuramente Definidos
Após o anúncio da sentença, a Confederação Suíça de Futebol comunicou que aguarda o depoimento formal do atleta para avaliar possíveis sanções disciplinares internas, que podem incluir suspensão temporária ou definitiva de sua participação nas competições internacionais da entidade.
Diante do caso, Xhaka manifestou aceitação plena da decisão judicial em rede social digital, reafirmando seu compromisso com a responsabilidade civil, enquanto seu clube atual, o Sunderland, mantém postura neutra em relação ao desdobramento das investigações policiais e eventuais medidas disciplinares adotadas pela Confederação.



