A Justiça suíça condenou, nesta quinta-feira (8/10), o ex-capitão da seleção helvética e meio-campista do Sunderland, Granit Xhaka, por utilização de certificado de vacinação contra Covid-19 falsificado, impusendo multa de 150 mil francos suíços — equivalente a cerca de R$ 990 mil — com suspensão condicional de dois anos, evitando a aplicação da pena máxima prevista de até cinco anos de prisão.
Contexto Legal e Procedimentos da Apuração
A decisão foi proferida pelo Tribunal Federal da Suíça após constatação de fraude documental durante inquérito que apurou a utilização do certificado entre 2021 e 2022, período em que Xhaka atuava como atleta profissional na Europa e mantinha residência regular no país helvético.
O jogador reconheceu publicamente a falsificação do documento, alegando que o recurso teria sido motivado pela necessidade de facilitar deslocamentos internacionais e o acesso a estabelecimentos públicos durante as restrições impostas pela pandemia, sem, contudo, descaracterizar a conduta como irregular segundo o artigo 325 do Código Penal da Confederação.
Multa de 150 mil francos suíços — cerca de R$ 990 mil — foi imposta e suspensa por dois anos, sem necessidade de pagamento imediato.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A Swiss Football Association (SFA) comunicou que manterá Xhaka à disposição para as próximas convocações da seleção nacional, apesar da condenação, considerando que o processo disciplinar interno foi concluído sem imposição de sanções complementares ao atleta.
Especialistas em direito esportivo apontam que a suspensão condicional da multa poderá ser revista em caso de reincidência, enquanto o Tribunal indicou que o caso será monitorado para eventual aplicação das sanções previstas em caso de nova infração durante o período suspenso.



