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Polícia

Mulher perde mais de R$ 5 mil em golpe de cirurgia uterina atribuído a Tayna Regina Oliveira Castro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:05
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Mulher perde mais de R$ 5 mil em golpe de cirurgia uterina atribuído a Tayna Regina Oliveira Castro
Fatos Rápidos da Notícia
  • Vítima pagou R$ 5,5 mil para cirurgia de retirada do útero que nunca foi realizada
  • Suspeita é acusada por dezenas de mulheres em falso mutirão de cirurgias plásticas no Hran
  • Hospital onde procedimento ocorreria mudou quatro vezes antes da desistência
Resumo Editorial

Uma paciente do Distrito Federal pagou cerca de R$ 5,5 mil para realizar uma cirurgia de retirada do útero por um valor abaixo do mercado, mas o procedimento nunca aconteceu e o dinheiro não foi devolvido. A acusada já é investigada por outros golpes envolvendo falsos mutirões de cirurgias plásticas.

A vítima, que preferiu não se identificar, recebeu indicação médica para retirar o útero em julho deste ano devido a fortes sangramentos causados por um mioma uterino. Sem condições de pagar o valor cobrado inicialmente por um médico particular, ela foi indicada a Tayna Regina Oliveira Castro, que prometeu realizar o procedimento por um preço mais baixo.

Segundo a mulher, ela pagou quase R$ 6 mil à suspeita. A data da cirurgia foi adiada repetidamente e o hospital onde o procedimento seria realizado mudou quatro vezes. Em uma ocasião, Tayna buscou a paciente em casa e a levou ao Hospital Regional de Taguatinga, mas deixou-a no local e foi embora; a vítima descobriu que conseguiria apenas uma consulta na emergência.

Em outra tentativa, a golpista prometeu a cirurgia em um quinto hospital particular. A paciente transferiu R$ 5.500 para um Pix de uma empresa de anestesia que acreditava estar vinculada ao hospital. A empresa informou depois que nunca recebeu o pagamento e que não conhecia Tayná.

Após sucessivos adiamentos, a mulher conseguiu realizar a operação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando pediu a devolução do dinheiro, Tayna adiou o reembolso e, ao ser pressionada, admitiu que havia gastado o valor. Até o momento, não houve restituição.

Durante o período de espera, a vítima desenvolveu anemia em decorrência dos sangramentos intensos, precisou ser internada algumas vezes e afastou-se do trabalho por causa do mal-estar constante. Ela relatou que fez um empréstimo para pagar o golpe.

A paciente registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra Tayna pelo crime de apropriação indébita. A reportagem entrou em contato com a acusada, que disse ter interesse em se manifestar, mas não emitiu nenhum parecer até a última atualização da matéria.

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