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Polícia

Fintech A55 é investigada por omitir movimentações suspeitas de apostas ilegais

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 02:44
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Fintech A55 é investigada por omitir movimentações suspeitas de apostas ilegais
Fatos Rápidos da Notícia
  • Fintech A55 movimentou cerca de R$ 1 bilhão em esquema de apostas ilegais
  • Instituição fez apenas uma comunicação de operação suspeita às autoridades
  • Delegada Agatha Natacha Santos afirma que grande parte dos recursos veio de bets ilegais
Resumo Editorial

A Polícia Civil do Distrito Federal apura a conduta da fintech A55 Sociedade de Crédito Direto, que movimentou cerca de R$ 1 bilhão ligado a plataformas clandestinas de apostas, mas teria comunicado apenas uma operação suspeita às autoridades fiscalizadoras.

A fintech A55 Sociedade de Crédito Direto, sediada na região da Faria Lima, em São Paulo, é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal por movimentar aproximadamente R$ 1 bilhão em um esquema de apostas ilegais. Segundo a corporação, apesar do grande volume financeiro, a instituição teria feito apenas uma comunicação de operação suspeita, no final de outubro, descumprindo obrigações legais de monitoramento e comunicação de atividades consideradas suspeitas. A delegada Agatha Natacha Santos, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), explicou que a empresa entrou no centro da investigação após os policiais identificarem que grande parte dos recursos movimentados pela instituição tinha origem em plataformas de apostas ilegais. Ela destacou que movimentações dessa magnitude deveriam ter despertado a atenção dos mecanismos internos de controle da instituição, gerando advertências no setor de compliance.

As investigações revelaram que aproximadamente R$ 739 milhões movimentados pelas bets investigadas foram destinados à estrutura financeira da A55. Além das operações realizadas pelas casas de apostas, a instituição e empresas do mesmo grupo movimentaram aproximadamente R$ 1 bilhão em transações. A polícia também informou que o Banco Central havia divulgado, em julho deste ano, a intenção de cancelar a autorização de funcionamento da fintech. A Operação Azzardo, realizada na manhã desta quinta-feira (5/11), mobilizou cerca de 200 policiais civis para o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.

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