No âmbito global da produção têxtil e eletrônica, dados recentes revelam que o poliéster, material predominantemente derivado de garrafas PET recicladas, consolidou-se como a fibra mais produzida em 2025, enquanto plásticos representam uma parcela significativa da composição de dispositivos móveis e equipamentos cotidianos, evidenciando sua presença onipresente em múltiplos setores da economia.
Contexto Têxtil e Evolução da Reciclagem de Poliêster
A Textile Exchange reportou que 97% do poliéster reciclado produzido em 2025 teve origem em garrafas PET, confirmando a estratégia de cadeia de valor que transforma resíduos plásticos em matéria-prima para a indústria da moda e têxteis, um avanço significativo frente à dependência histórica de fibras virgens como o algodão, cuja produção global totalizou 18% do total têxtil naquele ano.
Esse movimento reflete uma mudança estrutural impulsionada por pressões ambientais e metas de sustentabilidade, já que o poliéster corresponde a 59% da produção mundial de fibras — cerca de 82,5 milhões de toneladas em 2025 — superando o algodão (18%) e evidenciando a centralidade do plástico na cadeia produtiva contemporânea.
O poliéster responde por 59% da produção mundial de fibras, totalizando 82,5 milhões de toneladas em 2025.
Integração do Plástico na Indústria Eletrônica e Desafios de Sustentabilidade
O peso dos smartphones modernos evidencia outra dimensão do uso do plástico: estudos com 23 modelos revelaram que mais de um terço (37%) de sua massa é composto por polímeros, distribuídos em componentes como cabos internos, placas de circuito, câmeras e sistemas de som, demonstrando sua essencialidade para a miniaturização e funcionalidade dos dispositivos eletrônicos.
As autoridades ambientais alertam que, apesar dos avanços na reciclagem de materiais como o PET, a demanda crescente por plásticos em setores estratégicos exige políticas públicas mais rigorosas para evitar sobrecarga nos sistemas de gestão de resíduos.



