Em 30 de julho, no bairro Embaré, em Santos, a Polícia Civil utilizou imagens de câmeras de segurança para reconstituir a dinâmica que culminou na morte de Douglas Pagliuca, após o qual o Instituto Médico Legal confirmou que o óbito ocorreu por asfixia mecânica e não por traumatismo, fato que reorientou a investigação de um possível caso de morte suspeita para homicídio.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A investigação policial, inicialmente encaminhada como morte suspeita devido a relatos de auto-lesão e comportamento anômalo do indivíduo após a descoberta do falecimento do pai, passou a contar com o auxílio das gravações de câmeras de monitoramento que mapearam toda a sequência do episódio. O laudo pericial do Instituto Médico Legal de Santos concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica, descartando trauma físico externo.
As imágens revelam Pagliuca em surto psicótico após perceber que seu pai havia morrido, momento em que foi imobilizado por três homens — incluindo o motorista de um carro de entregas atingido durante o confronto — que o contiveram firmemente ao pescoço, aplicando um golpe conhecido como "mata-leão", conforme constatado pelas apurações periciais.
Douglas Pagliuca morreu por asfixia mecânica após ser imobilizado por três homens durante surto psicótico em julho no litoral de São Paulo
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Investigação
O delegado Wagner Camargo, responsável pela investigação no 3º Distrito Policial de Santos, afirmou que os três indivíduos identificados nas imagens podem ser indiciados por homicídio doloso, já que o uso do golpe letal configurou ação direta na causação da morte, independentemente da presença de transtorno mental.
As autoridades continuam com as diligências para localizar os demais envolvidos e avaliar eventuais responsabilidades civis ou administrativas, enquanto o caso permanece sob sigilo judicial até o término das audiências e apresentação formal das denúncias.



