A partir desta quinta-feira (17/9), o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), afastou-se temporariamente do cargo para integrar integralmente a campanha de seu sucessor político, Sandro Alex (PSD), em plena corrida eleitoral para as eleições estaduais de 2024, enquanto o vice-governador Darci Piana assume interinamente a gestão executiva do Estado até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Contexto Institucional e Estratégico da Desistência Política
O afastamento do titular do Executivo paranaense configura decisão inédita na trajetória política recente do Estado, refletindo uma aposta direta na viabilização da candidatura de Sandro Alex, que busca consolidar sua chapa incompleta rumo ao segundo turno contra o senador Sergio Moro (PL), que lidera com 45% nas intenções de voto segundo levantamento da Paraná Pesquisas publicado em 3 de setembro, enquanto Requião Filho (PDT), apoiado pelo presidente Lula, mantém 24% e Ratinho Junior registra 17,5%.
A estratégia de Ratinho Junior, que já havia assumido papel ativo nas propagandas e comícios de Sandro Alex, revela uma tática de intensificação da presença física no campo eleitoral para reduzir a distância com o adversário mais forte, num cenário onde a polarização entre Moro e os candidatos de esquerda e centro-direita define o rumo da disputa pelo Palácio Iguaçu.
Ratinho Junior abandona temporariamente o cargo para impulsionar a campanha de Sandro Alex rumo ao segundo turno eleitoral
Repercussão Política e Desafios na Reta Eleitoral
A nomeação de Sandro Alex como candidato oficial do PSD, escolhido diretamente por Ratinho Junior após meses de divisões internas na base aliada que chegou a cogitar três pré-candidatos ao governo, evidencia consolidação da linha partidária em torno da chapa incompleta, enquanto a estratégia de campo busca neutralizar a vantagem de 20 pontos percentuais que separa Moro da terceira colocação.
A expectativa é que o retorno do governador ao cargo após o primeiro turno, previsto para ocorrer entre 4 e 5 de outubro, seja acionado como marco de continuidade administrativa e política, mesmo com a necessidade de equilibrar as demandas da campanha com as responsabilidades do governo interino sob a gestão de Darci Piana.
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