Na manhã da última sexta-feira (28/8), a Polícia Federal deflagrou a O peração Arcanjo, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que operava na aquisição, circulação e comercialização de ouro de origem ilícita, movimentando mais de R$ 5,2 milhões e negociando cerca de 17,3 quilos do metal em regiões estratégicas do Centro-O este e do Noroeste do Brasil.
Apuração e Desdobramentos da O peração Arcanjo
A investigação, coordenada pela PF em parceria com o Ministério Público Federal, identificou uma estrutura organizacional composta por fornecedores ilegais em Poconé (MT), operadores financeiros que utilizavam contas bancárias de terceiros, intermediários logísticos e compradores finais em São José do Rio Preto (SP), onde o ouro era mantido sob custódia antes da comercialização.
As diligências, cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Pontes e Lacerda, Campo Grande e outras cidades-chave, resultaram na prisão preventiva de um dos envolvidos e na apreensão de documentos e equipamentos que comprovam a sistematicidade do esquema de usurpação de matéria-prima da União.
O grupo movimentou mais de R$ 5,2 milhões e negociou aproximadamente 17,3 quilos de ouro oriundo de garimpos ilegais.
Repercussão Institucional e Consequências Jurídicas
A atuação da Polícia Federal contou com o apoio técnico do Ministério Público Federal e do Banco Central, que monitorou as movimentações suspeitas por meio de análises de fluxo financeiro e rastreamento de bens adquiridos com recursos ilícitos.
O suspeito preso responderá pelos crimes previstos nos artigos 63 do Código Penal (usurpação de matéria-prima da União), 153 (lavagem de dinheiro) e 288 (associação criminosa), com penas que podem somar mais de 30 anos de reclusão.



