Cuba permanece em completo apagão elétrico nesta sexta-feira (18/9), em desconexão total do sistema nacional, confirmada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) como o sétimo ocorrido no ano de 2026, evidenciando a fragilidade crônica da infraestrutura energética cubana.
Contexto Histórico e Antecedentes da Crise Energética
O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, por meio de comunicado oficial na plataforma X, a ocorrência de desconexão total do sistema elétrico nacional, afetando todas as demais fontes de geração, com a União Elétrica de Cuba (UNE) assumindo a coordenação técnica para o restabelecimento gradual conforme protocolos estabelecidos. A recorrência do fenômeno, já soma sete episódios em 2026 após o primeiro registrado em janeiro, revela padrões estruturais de falhas na rede de transmissão, sobrecarregada e subdimensionada desde os anos 2000.
O s especialistas apontam que a ausência de manutenção preventiva, a obsolescência dos geradores a diesel e a limitação no acesso a insumos importados devido ao bloqueio econômico internacional comprometem a estabilidade do sistema, enquanto o aumento da demanda por energia elétrica, estimulado por políticas habitacionais e industriais recentes, intensifica o risco de nova interrupção abrupta.
Cuba registra sétimo apagão em 2026, mantendo o sistema elétrico em estado de colapso crônico.
Repercussão Internacional e Sanções Econômicas
A administração norte-americana confirmou novas sanções que atingem 11 empresas cubanas vinculadas à mineração e ao setor militar, além de autoridades do governo castrista, com previsão de prejuízos diretos totalizando US$ 8 bilhões conforme avaliação oficial dos órgãos reguladores estadunidenses. As medidas decorrem da estratégia de pressão política adotada desde 2025 após a posse de Donald Trump para um segundo mandato, com o objetivo explícito de desestabilizar o regime em Havana.
As sanções ampliadas incluem congelamento de ativos e proibição de transações bancárias internacionais com as entidades envolvidas, agravando ainda mais os desafios econômicos já profundos enfrentados pela economia cubana, que depende fortemente do apoio externo para manter funções essenciais como saúde, educação e abastecimento energético.



