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Política

Cury acusa Lula de instrumentalizar sofrimento popular para assegurar vitória eleitoral ao proibir apostas

PorGabrielle GonçalvesVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 00:33
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Cury acusa Lula de instrumentalizar sofrimento popular para assegurar vitória eleitoral ao proibir apostas
Fatos Rápidos da Notícia
  • O candidato à presidência Augusto Cury afirmou que o presidente Lula estaria usando a dor das pessoas para ganhar votos ao editar, na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, uma medida provisória que proíbe as apostas esportivas no Brasil.
  • A medida provisória foi assinada por Lula em 25 de setembro de 2026 e entrou em vigor imediatamente com sua publicação no Diário Oficial da União na noite de 25 de setembro, prevendo o fim das apostas até 6 de outubro, com resgate de saldo até 5 de outubro às 23h59 e devolução do valor entre 9 e 14 de outubro pelos bancos.
  • O governo federal, por meio da AGU, pediu ao STF um prazo de 72 horas para se manifestar sobre ação relativa à proibição das apostas, enquanto empresas do setor já recorreram ao Supremo para suspender a norma.
Resumo Editorial

A medida provisória que proíbe apostas esportivas, visando combater vícios e proteger saúde pública, gera acusação de Cury de que Lula instrumentaliza sofrimento popular para garantir vitória eleitoral em 2026.

Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, com nove dias de antecedência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória que proíbe imediatamente as apostas esportivas no Brasil, gerando reações polarizadas entre os candidatos e setores econômicos, enquanto a AGU solicita ao STF prazo de 72 horas para se manifestar sobre a constitucionalidade da norma.

Contexto Institucional e Legal da Medida Provisória

A edição extra do Diário O ficial da União, publicada na noite de 25 de setembro, trouxe à tona uma medida provisória assinada por Lula que suspende as apostas esportivas em âmbito nacional, com vigência imediata e previsão de resgate de saldo até 5 de outubro às 23h59, seguido de devolução dos valores entre 9 e 14 de outubro pelos bancos.

O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), protocolou pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para apreender a apreensão da norma em um prazo máximo de 72 horas, enquanto diversas empresas do setor já ingressaram com ações para suspender a eficácia da proibição, configurando um cenário de intensas disputas jurídicas e políticas em plena conjuntura eleitoral.

Ponto de Destaque

A medida provisória prevê o fim das apostas até 6 de outubro, com resgate imediato do saldo até 5 de outubro e devolução dos valores entre 9 e 14 de outubro pelos bancos.

Repercussão Política e Consequências Jurídicas

O candidato à presidência Augusto Cury (Avante) criticou duramente a iniciativa presidencial, afirmando que Lula estaria instrumentalizando o sofrimento social para conquistar votos, ao mesmo tempo em que defendeu a aplicação de tributos superiores a 50% sobre o setor ou até mesmo sua completa eliminação como alternativa mais eficaz.

A decisão presidencial conta com apoio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que destacou a necessidade de proteger a saúde pública e combater vícios ligados à dependência química, além de anunciar reforço na fiscalização das plataformas digitais e criação de um programa de reestruturação de crédito voltado ao Desenrola 3.0.

Atenção / Ponto Crítico
As apostas terão prazo final de 23h59 do dia 5 de outubro para retirar todas as publicidades e desligar os serviços online, sob pena de interdição imediata das plataformas.

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