O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, concede mais de dois meses para análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a jornada de trabalho 6x1, enquanto o relator O mar Aziz opta por preservar o texto aprovado na Câmara dos Deputados sem alterações, evitando nova votação entre os deputados em ano eleitoral.
Contexto Legislativo e Estratégia de Aceleração da PEC
Davi Alcolumbre, como presidente do Senado Federal, acumula mais de 60 dias de estagnação na apreciação da PEC que propõe suprimir a jornada de trabalho 6x1, atualizando um debate que já se arrasta desde a tramitação inicial na Câmara dos Deputados. O relator O mar Aziz, responsável pela opinião favorável no Comitê de Constituição e Justiça, decidiu não submeter o texto a novos exames ou emendas, mantendo fielmente a redação aprovada pelos parlamentares da base aliada ao governo no último semestre.
A estratégia de não alterar o texto visa preservar a unidade da base aliada e evitar desgastes desnecessários com novos debates legislativos em ano de eleições, conforme cálculo político interno ao Senado. Esse posicionamento contrasta com a pressão de setores sindicais e econômicos que defendem a manutenção da jornada 6x1 como instrumento de flexibilidade laboral, enquanto o Executivo federal pressiona pela aprovação antes das eleições para consolidar ganhos eleitorais.
A PEC que propõe acabar com a jornada 6x1 deve ser votada em plenário antes das eleições, segundo previsão de aceleração legislativa no Senado.
Repercussão Institucional e Cenários de Consequência
A expectativa de votação ainda este semestre coloca o Senado em posição central no cenário político, com a necessidade de equilibrar pressões sindicais, interesses econômicos e a agenda eleitoral de Lula, que vê na PEC uma oportunidade para reconquistar apoio popular após desgaste com o caso Lulinha.
O relator O mar Aziz sinalizou que a votação final dependerá da disponibilidade de tempo no plenário do Senado, com possibilidade de sessão extraordinária para concluir a tramitação antes do calendário eleitoral definido pelos partidos.



