Entre novembro e dezembro de 2025, o publicitário Marcello Lopes, amigo íntimo de Flávio Bolsonaro, realizou um aporte financeiro de aproximadamente R$ 1 milhão à Go Up Entertainment Ltda, empresa responsável pela produção da cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, movimento que culminou em autorização judicial para a Polícia Federal investigar os sócios Karina Gama e Mário Frias, com base em indícios de lavagem ou ocultação de recursos, conforme evidenciado no despacho do ministro do STF Flávio Dino.
Contexto Institucional e Investigação Financeira
A apuração revelada pelo Coaf identificou movimentações atípicas na conta da Go Up Entertainment Ltda, CNPJ 44.447.509/0001-52, entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, período em que o fluxo total da empresa atingiu R$ 19.033.071,00, distribuídos entre R$ 8.955.158,00 em créditos e R$ 10.077.913,00 em débitos, com o repasse de Marcello Lopes configurado como destaque entre os principais remetentes, totalizando R$ 1.000.000,00.
O desembolso ocorreu após a interrupção dos repasses de patrocínio do banqueiro Daniel Vorcaro em outubro de 2025, o que gerou a necessidade de novas fontes de financiamento para a continuidade das filmagens em São Paulo; Marcello Lopes declarou ter investido após convite do deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do projeto Dark Horse.
Marcello Lopes aportou R$ 1 milhão à Go Up Entertainment Ltda para viabilizar a produção da cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, valor transferido antes da assinatura formal do contrato com a empresa.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A decisão do ministro do STF Flávio Dino autorizou a operação da Polícia Federal contra Karina Gama e Mário Frias com base na suspeita de movimentação irregular de recursos vinculados ao aporte financeiro investigado pelo Coaf, destacando-se no despacho o relato detalhado das comunicações bancárias e a análise da atipicidade dos fluxos entre novembro e dezembro de 2025.
A Justiça Federal deve aguardar o desfecho das investigações para definir eventuais medidas cautelares ou arquivamento do caso, enquanto os envolvidos mantêm posicionamento silencioso ou defensivo diante da operação policial realizada em 10 de setembro de 2026.
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