Na quarta-feira (7), a Polícia Civil do Amapá realizou, de forma coordenada, a O peração Sangria, cumprindo mandados de busca e apreensão em 16 endereços localizados em Macapá e região metropolitana, visando desmantelar um esquema suspeito de fraudar uma empresa privada e desviar cerca de R$ 60 milhões por meio de notas fiscais falsas, operações simuladas e lavagem de recursos.
Apuração Criminal e Estrutura do Esquema Fraudulento
A operação, conduzida pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas O rganizadas (Draco), atingiu alvos que incluíam uma barbearia e outras empresas de fachada apontadas como integrantes da rede criminosa, cujos documentos eram utilizados para simular prestações de serviços inexistentes e autorizar pagamentos fraudulentos mediante notas fiscais frias.
As investigações, iniciadas após denúncia de suposto furto de quatro embarcações em abril deste ano, revelaram que o ocorrido havia sido fabricado: as embarcações teriam sido entregues como garantia para quitar dívidas pessoais milionárias do principal investigado, então gestor da empresa alvo, cujo padrão de vida luxuoso incluía viagens internacionais e aquisição de bens como aeronaves particulares.
O prejuízo total causado pelo esquema fraudulento à empresa vítima foi estimado em R$ 60 milhões, conforme constatado pelas apurações policiais.
Consequências Jurídicas e Desdobramentos da Investigação
A Justiça do Amapá autorizou a perícia técnica nos bens apreendidos — celulares, computadores, veículos e mídias digitais — bem como a quebra de sigilo dos dados armazenados nos dispositivos, com o objetivo de mapear eventuais coautores e ampliar o entendimento sobre a estrutura operacional do grupo criminoso.
Especialistas apontam que o caso pode desencadear novas investigações sobre a origem dos recursos e a participação de terceiros, incluindo os dois advogados da empresa que teriam participado da irregularidade processual ao intermediar documentos falsos para liberação indevida de valores.



