No âmbito do Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) reiterou a urgência de que as mulheres denunciem agressores após a ocorrência de dois feminicídios em menos de uma semana – um crime com arma branca no dia 7 de setembro, no bairro Itapoã, e outro com facão em Sobradinho, em 10 de setembro –, evidenciando que a denúncia, e não o silêncio, é o mecanismo eficaz para prevenir o pior desfecho.
Contexto Institucional e Apuração dos Casos
As investigações policiais confirmaram que a vítima do Itapoã, morta a facadas no meio da via pública, não possuía medida protetiva nem havia registrado ocorrência prévia de violência, conforme apurado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal; ao mesmo tempo, o caso de Sobradinho revelou histórico de ameaças psicológicas e patrimoniais por parte do agressor, reforçando a necessidade de intervenções preventivas.
Nos dias atuais, o governo distrital mantém o programa Viva Flor, que já atendeu mais de 10 mil mulheres em situação de violência, oferecendo proteção jurídica, psicológica e encaminhamento para serviços especializados, além do Órfãos do Feminicídio, iniciativa que acolhe famílias das vítimas e assegura o cuidado das crianças órfãs de feminicídio.
Mais de 10 mil mulheres foram atendidas pelo programa Viva Flor no Distrito Federal.
Repercussão Institucional e Próximas Medidas
A governadora destacou que, após cada feminicídio, a primeira verificação feita pelo Executivo é a verificação da adesão da vítima a programas de proteção governamental; nesse sentido, o caso do Itapoã ilustra a lacuna existente na cobertura dessas políticas preventivas.
Diante da crise humanitária gerada pelos casos recentes, Celina Leão reiterou o compromisso do GDF com o Aluguel Social como estratégia para garantir moradia segura às mulheres que desejam romper com seus agressores.



