No âmbito da capital paulistana, o deputado estadual Guto Zacarias (Missão-SP) formalizou notícia-crime no Ministério Público de São Paulo contra o candidato a deputado federal e ativista Thiago Ávila (Rede-SP), sob a acusação de retirar e adulterar a placa oficial da Rua Estado de Israel no dia 20 de setembro, ato que, segundo o parlamentar, configura dano ao patrimônio público e incitação à discriminação contra a comunidade judaica.
Contexto Institucional e Procedimental da Ação Legal
A notícia-crime protocolada por Guto Zacarias, membro da Assembleia Legislativa de São Paulo, especifica que a suposta conduta ocorreu no domingo (20/9), data em que Thiago Ávila teria substituído a sinalização oficial da via por uma placa com a inscrição 'Palestina Livre do Rio ao Mar', mensagem considerada por Zacarias como ofensiva e incompatível com o ordenamento público. O documento encaminhado ao Ministério Público descreve que a ação teria sido motivada por uma suposta crítica ao Estado de Israel e ao sionismo, configurando, segundo o parlamentar, 'ultrapassar os limites da manifestação política e do debate público'. Até o momento da publicação, o Ministério Público ainda não se manifestou formalmente sobre o recebimento da denúncia nem sobre a eventual abertura de inquérito policial ou procedimento investigativo.
Nos arredores do fato, destaca-se a localização geográfica em Higienópolis, região conhecida por abrigar uma expressiva comunidade judaica em São Paulo. Guto Zacarias vinculou o episódio à preservação do patrimônio simbólico e histórico da via pública, reforçando que a alteração da placa não se restringiu a uma mera manifestação efêmera, mas constituía crime contra o bem jurídico público protegido pela legislação brasileira. A apuração inicial aponta para a inexistência de danos materiais à estrutura física da placa, embora Zacarias insista na gravidade ética e jurídica do ato.
O deputado estadual Guto Zacarias protocolou notícia-crime contra Thiago Ávila por suposto dano ao patrimônio público da Rua Estado de Israel em 20/9.
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Processuais
A notificação formal endereçada ao Ministério Público solicita o recebimento da denúncia e a responsabilização criminal de Thiago Ávila, caso as evidências sejam consideradas suficientes para configuração de delito contra o patrimônio público. Na impossibilidade de abertura de inquérito policial direto pelo MP, o parlamentar requer que seja observado o princípio da legalidade e que eventuais omissões sejam supridas pela iniciativa das autoridades ministeriais.
Thiago Ávila rebateu categoricamente as acusações, afirmando que não houve remoção ou danificação da placa oficial, mas apenas a aplicação temporária de um adesivo removível cuja retirada ocorreu em menos de uma hora sem causar qualquer prejuízo material. O candidato afirmou ainda que repudia antissemitismo e qualquer forma de violência ou discriminação contra judeus, reiterando seu compromisso com a defesa dos direitos humanos no contexto geopolítico atual.



