Durante o último bloco do debate eleitoral promovido pelo, o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) José Roberto Arruda (PSD) delineou seu programa de mobilidade urbana, incluindo a criação da 'faixa azul', uma via exclusiva para motocicletas, com o objetivo de reduzir acidentes de trânsito, além de propor licitações públicas para o serviço de ônibus e expansão do Metrô com quatro novas linhas e a extensão do VLT do Aeroporto até a W3 Sul.
Contexto Institucional e Histórico da Proposta de Mobilidade Urbana
A análise das propostas do candidato José Roberto Arruda revela um plano ambicioso para a reestruturação do trânsito no Distrito Federal, que prevê a implementação da 'faixa azul', uma via dedicada ao tráfego de motocicletas com o propósito de mitigar o alto índice de acidentes fatais, atualmente responsáveis por 40% dos óbitos no DF, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.
O programa também inclui a realização de licitações públicas para o serviço de ônibus, com a finalidade de eliminar subsídios que, segundo Arruda, chegam a R$ 2 bilhões anuais e beneficiam exclusivamente os cinco proprietários das principais empresas de transporte, além da construção da Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) e um anel rodoviário para desafogar o centro da capital.
O governo pretende alocar R$ 2 bilhões anuais em subsídios que beneficiam apenas cinco empresas de ônibus, segundo Arruda.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Mobilidade
As declarações de Arruda geraram reações imediatas por parte de setores ligados ao transporte coletivo e à fiscalização pública, com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal acionada a verificar a legalidade da proposta de eliminar subsídios sem garantir alternativas viáveis para manutenção dos serviços públicos.
O candidato ainda detalhou a expansão do Metrô com quatro novas linhas — incluindo rotas para Ceilândia, Sol Nascente, Gama e Santa Maria — além da extensão do VLT do Aeroporto até W3 Sul, apostando em parcerias público-privadas para viabilizar os projetos sem sobrecarregar os cofres públicos.



