No sábado (22/8), às 11h15, o candidato à Presidência Renan Santos apresentou, no Jardim Panorama, zona sul de São Paulo, um programa de investimento de até R$ 1,5 trilhão em 10 a 15 anos para regularizar e reurbanizar áreas periféricas do país sem desalojar os moradores, destacando a participação da iniciativa privada a partir do quinto ano com recursos provenientes de títulos lastreados em imóveis regularizados.
Contexto Institucional e Estratégia de Implementação da Desfavelização
A apresentação ocorreu em uma comunidade vulnerável do interior paulista, onde o candidato percorreu vielas com colete à prova de balas, dialogou com residentes e utilizou um púlpito improvisado para expor as diretrizes do 'Marco Nacional da Desfavelização', que prevê regularização fundiária, reforma de moradias, construção de infraestrutura básica e entrega de títulos de propriedade, assegurando que os residentes permanecerão em seus domicílios.
O plano detalha investimentos anuais mínimos de R$ 100 bilhões a partir do quinto ano, financiados por uma combinação de recursos públicos, privados e economias geradas pela redução de renúncias fiscais e supersalários, além da emissão de títulos vinculados a imóveis regularizados que serão pagos pelas próprias famílias em parcelas entre R$ 30 e R$ 50 mensais.
Até R$ 1,5 trilhão será investido em 10 a 15 anos para transformar favelas em bairros estruturados sem remoção de moradores.
Repercussão Legal e Diretrizes de Segurança Pós-Implementação
O TSE acolheu a proposta após a entrega de documentos complementares, enquanto o Ministério Público Federal sinalizou monitoramento rigoroso para evitar uso de recursos públicos em operações de combate ao crime organizado vinculadas à reurbanização.
Renan defendeu medidas duras contra facções criminosas, afirmando que 'quem oferecer resistência será a óbito', e propôs criar um mecanismo semelhante ao 'Nuremberg das favelas' para que moradores denunciem crimes antes da início das obras.



