Na noite de 5 de setembro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, publicou nas redes sociais uma mensagem de apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhada de foto em que aparece sorrindo ao lado do magistrado, em gesto que reforça a proximidade política e religiosa entre os dois.
Contexto Institucional e Histórico da Campanha Política e Judicial
A apuração jornalística confirmou que a mensagem foi publicada às 20h47, horário em que a ex-primeira-dama relembrou a trajetória do ministro até a indicatura, destacando momentos de crise e fé, incluindo sua própria experiência com aflição durante um retiro espiritual e o suposto apoio divino à indicação de Mendonça ao STF.
O episódio ocorreu em um contexto de crescente polarização institucional no Judiciário, após o relatório da Polícia Federal revelar trocas de mensagens e encontros entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fato que levou à quebra de sigilo das operações Sem Desconto e Compliance Zero por decisão de Mendonça.
A mensagem da ex-primeira-dama reforçou o vínculo entre o governo Bolsonaro e o STF em um ano eleitoral marcado por tensões judiciais
Repercussão Jurídica e Estratégias Políticas em Jogo
A ação do TRE-DF que suspendeu a propaganda do PDT após representação de Michelle Bolsonaro evidencia o uso estratégico do aparato eleitoral para interferir em processos judiciais, gerando debate sobre os limites do ativismo político por parte de candidatos.
Enquanto Alexandre de Moraes acusou Mendonça de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa com base no relatório que desvendou os contatos com Vorcaro, Edson Fachin retirou as acusações e encaminhou o caso à Presidência, sinalizando uma tentativa de desativar o conflito direto no âmbito do STF.



