Doze congressistas norte-americanos enviaram carta ao secretário de Estado Marco Rubio, exigindo esclarecimentos sobre suposta interferência do governo Donald Trump nas eleições brasileiras, em movimento que revela tensões diplomáticas agravadas e mobiliza o aparato investigativo brasileiro.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A Polícia Federal arquivou na quarta‑feira (7) o pedido de investigação apresentado pela Advocacia‑Geral da União acerca de uma possível interferência dos Estados Unidos no primeiro turno das eleições brasileiras, encerrando procedimento preliminar anunciado pelo diretor‑geral Andrei Rodrigues no último domingo (4).
O documento enviado pelos parlamentares democratas da Câmara de Relações Exteriores, assinado por figuras como Gregory Meeks e James McGovern, aponta para episódios como a revogação do visto diplomático da embaixadora Maria Luiza Viotti em agosto e contatos da Casa Branca com a família do ex‑presidente Jair Bolsonaro, denunciando uma escalada que, segundo os autores, compromete a reputação americana na América do Sul e pode direcionar o Brasil a parceiros estratégicos diferentes dos EUA.
A Polícia Federal arquivou o pedido de investigação sobre interferência dos EUA nas eleições brasileiras, encerrando o procedimento sem avançar.
Repercussão Jurídica e Estratégica
O arquivamento da representação pela AGU indica que, apesar da formalização da denúncia, as autoridades federais consideraram ausência de elementos suficientes para prosseguir com a apuração, reforçando a posição de que a esfera eleitoral brasileira está sob competência exclusiva do Judiciário nacional.
A carta dos congressistas norte‑americanos ainda aponta sete perguntas ao secretário Marco Rubio, entre elas sobre autorização de contatos com a família de Bolsonaro e a suposta análise minuciosa do sistema eleitoral brasileiro, demonstrando a preocupação institucional com eventuais tentativas de manipulação diplomática antes das urnas brasileiras.



