Em 7 de setembro, durante o feriado nacional da Independência, manifestações organizadas por grupos políticos de direita e esquerda ocorreram simultaneamente em frente ao Banco Central e na Funarte, com participação de mais de 500 pessoas em pelo menos três atos distintos, incluindo a convocação por Sebastião Coelho (Novo) e Bia Kicis (PL), além de pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e Lula, configurando um cenário de polarização institucional.
Contexto Institucional e Convergência de Atos Políticos
O primeiro protesto, organizado pelo desembargador e candidato ao Senado Sebastião Coelho (Novo), iniciou às 9h no local em frente ao Banco Central, congregando mais de 500 manifestantes que exibiram bandeiras criticando o STF e pedindo a saída do ministro Alexandre de Moraes, em um contexto de crise institucional marcada pela tensão entre o Poder Judiciário e o Executivo.
O segundo ato, promovido pela deputada federal Bia Kicis (PL) na Funarte, seguiu-se com a adesão de milhares de cidadãos interessados em causas econômicas e trabalhistas, enquanto a terceira manifestação, também realizada às 9h no entorno do Banco Central, reuniu aproximadamente 400 pessoas que, durante caminhada pelo Eixão — via férrea para veículos —, clamaram pelo impeachment de Alexandre de Moraes e do presidente Lula, evidenciando a radicalização retórica em ambos os polos do espectro político.
O itocentos mil manifestantes participaram dos atos em três cidades brasileiras entre 7 e 8 de setembro
Repercussão Política e Desafios Constitucionais
A repercussão oficial foi imediata: o presidente Lula criticou nas redes sociais figuras que, segundo ele, usavam o patriotismo como disfarce para interesses estrangeiros, enquanto Flávio Bolsonaro atacou diretamente Alexandre de Moraes na Avenida Paulista, referindo-se a ele como 'laranja podre' e ameaçando indicar cinco ministros ao STF.
As posições foram reforçadas pelo senador Ronaldo Caiado (PSD), que afirmou que Lula carecia de moral para falar sobre soberania após 'entregar' o país a facções criminosas, e pelo presidenciável Augusto Cury (Avante), que elogiou André Mendonça durante participação em ato em Copacabana.



