Durante o Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado, realizado na quarta-feira (24) em São Paulo, Luiz Augusto Barroso, CEO da PSR, destacou que a governança do setor elétrico brasileiro é sua principal preocupação, citando a necessidade urgente de reorganizar as funções institucionais para conter uma 'sangria' financeira acumulada e garantir a viabilidade do modelo de mercado livre previsto para novembro de 2027.
Governança Setorial e Desafios Institucionais da Energia
Luiz Augusto Barroso, durante entrevista no evento Talks Energia em São Paulo, afirmou que a governança setorial é o principal gargalo para o desenvolvimento sustentável do setor elétrico brasileiro, exigindo uma reestruturação das instituições responsáveis para evitar sobreposições e garantir coordenação eficaz entre órgãos reguladores e agentes do mercado.
O executivo ressaltou que os subsídios prolongados e a falta de sinais econômicos claros têm gerado ineficiências sistêmicas, com a PSR apontando que a revisão desses benefícios fiscais é indispensável para estancar a 'sangria' financeira que afeta investidores e consumidores há décadas, sem que haja previsibilidade nos custos de geração e transmissão.
Barroso afirma que a 'sangria' financeira do setor elétrico brasileiro é de magnitude significativa e exige cortes diretos nos subsídios para garantir sua estabilidade.
Repercussões da Liberalização e Riscos de Instabilidade
Barroso destacou que o prazo de 14 meses para a abertura do mercado livre de energia a pequenos estabelecimentos comerciais e industriais até novembro de 2027 é desafiador, mas defendeu sua manutenção sem revisão, ressaltando que a liberalização deve gerar novos pacotes comerciais com descontos, cupons e programas de fidelidade, além de promover maior competição entre comercializadoras.
O CEO alertou para os riscos de instabilidade decorrentes da concorrência desleal e da arbitragem regulatória, citando casos internacionais de falências de comercializadoras e chamando a necessidade de uma estrutura regulatória robusta para proteger os consumidores e assegurar que a liberalização resulte em benefícios efetivos.



