No domingo, 30 de agosto, o vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL-SP) realizou caminhada política na Avenida Paulista em apoio à proposta de extinção da escala 6×1, evento que reuniu o candidato à presidência Ronaldo Caiado e a senadora Mara Gabrilli (PSD), enquanto manifestantes proferiam gritos de 'Fora, Mara' e 'Derrite' em direção ao grupo de apoiadores do parlamentar.
Contexto Histórico e Político da Proposta de Fim da Escala 6×1
A apuração revelou que o ato ocorreu por volta das 13h, com a passagem da comitiva de Caiado e Gabrilli pelo grupo de apoiadores do vereador Pavanato, em ambiente marcado por tensão política e confrontos verbais; os manifestantes, vinculados a movimentos favoráveis à manutenção da jornada atual, xingaram a senadora e o candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP-SP), em clara oposição à proposta defendida por Caiado.
O s antecedentes indicam que a chamada 'escala 6×1' — composta por seis dias de trabalho e um dia de descanso — é considerada onerosa por pequenos e microempresários, setor que reivindica sua inviabilidade diante dos desafios econômicos contemporâneos, embora o governo federal ainda não tenha apresentado plano concreto de transição ou compensação salarial.
O ato contou com apoio explícito de Caiado ao fim da escala 6×1, mas destacou a ausência de alternativas concretas para os pequenos e microempresários brasileiros.
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Imediatos
O ministro Marcelo Freixo (REDE) criticou publicamente a proposta, afirmando que 'a redução da jornada sem garantir renda mínima efetiva pode gerar precarização e desemprego em massa', enquanto o Ministério da Economia informou estar avaliando impactos fiscais e sociais por meio da Secretaria Especial de Empreendedorismo.
Especialistas em direito do trabalho apontam que alterações na escala horária exigiriam negociação coletiva ou reajuste salarial, sob pena de violação ao CLT; assim, a discussão permanece em aberto no âmbito legislativo e administrativo.



