A Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu a legitimidade do resultado das eleições presidenciais de 2026 no Brasil, afirmando que não há dúvidas sobre a integridade dos dados oficiais divulgados pela Justiça Eleitoral. A missão internacional parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela reeleição.
De acordo com o relatório preliminar divulgado na terça-feira (27), os resultados apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coincidem com as informações reunidas pelos observadores durante o acompanhamento do processo. A avaliação foi baseada em reuniões, análise da legislação e observação direta das etapas da votação.
A OEA mobilizou 179 observadores, constituindo a maior missão de observação eleitoral internacional já realizada no Brasil. No segundo turno, 88 integrantes acompanharam a votação no país e no exterior, verificando procedimentos como a autenticidade dos sistemas eleitorais, o carregamento e lacração das urnas eletrônicas e testes de integridade dos equipamentos.
Os observadores estiveram presentes em 977 seções eleitorais no dia da votação. O documento reconheceu ainda o trabalho da Justiça Eleitoral, dos mesários, das forças de segurança e de outras instituições envolvidas na organização do pleito.
Apesar do reconhecimento dos resultados, a missão apontou questões que precisam ser aprimoradas. Um dos destaques é o volume de disputas judiciais durante a campanha, com mais de mil ações judiciais e solicitações de direito de resposta entre as campanhas presidenciais.
A organização também sinalizou que o elevado número de decisões individuais de ministros do TSE e do STF gerou insegurança jurídica e conflitos de competência entre as cortes. Como exemplo, foi citada a decisão do ministro Cristiano Zanin de ampliar em duas horas o período de votação.
Entre os problemas logísticos, foram relatadas faltas de transporte público em algumas localidades e dificuldades de acesso para eleitores em comunidades indígenas. O documento também menciona controvérsias envolvendo a Meta, após acusações da campanha de Lula sobre suposto favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), embora o relatório não trate essa acusação como fato comprovado.



