Após o resultado do primeiro turno das Eleições 2026, a influenciadora digital Gislaine da Silva Fernandes Carvalho, residente no Distrito Federal, gerou controvérsia ao publicar vídeo no qual afirmou que nordestinos "parecem animais" e declarou não conseguir evitar a xenofobia contra a população da região, fato que culminou com o início de inquérito pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) para apuração de crime de xenofobia.
Apuração do Ministério Público e Contexto Eleitoral
O Ministério Público da Bahia (MPBA) instaurou procedimento investigativo para apurar o suposto crime de xenofobia relacionado às declarações da influenciadora Gislaine da Silva Fernandes Carvalho, que viralizou após o resultado do primeiro turno das Eleições 2026, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 21,4 milhões de votos no Nordeste, representando 63,77% dos votos válidos na região, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A apuração foi coordenada com base em registros digitais do conteúdo publicado, que demonstrou expressões consideradas ofensivas e generalizadoras por dirigentes regionais e organizações de direitos humanos, enquanto a própria influencer reconheceu publicamente o uso de "expressões infelizes, excessivas e inadequadas", contextualizando sua crítica como direcionada ao cenário político eleitoral e não como defesa de discriminação institucional contra os nordestinos.
Gislaine afirmou que nordestinos "parecem animais", em vídeo publicado após o primeiro turno das Eleições 2026 em que Lula recebeu 21,4 milhões de votos no Nordeste (63,77% dos válidos).
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou o recebimento de representação formal do MPBA e iniciará diligências para coletar evidências digitais e eventuais testemunhas, enquanto a Defensoria Pública do Estado do Piauí notificou a abertura de inquérito civil para verificar possíveis violações ao princípio da igualdade jurídica e social garantido pela Constituição Federal.
Diante da repercussão midiática e das demandas judiciais emergentes, Gislaine desativou seu perfil no Instagram — com menos de 60 mil seguidores — e alterou seu nome de usuário, mantendo ativa sua conta no TikTok, onde acumula aproximadamente 100 mil seguidores e publica conteúdos sobre cuidados com unhas naturais, sob pena de responsabilização civil e criminal por incitação à discriminação racial prevista no artigo 5º, inciso XLII, da Constituição e na Lei nº 7.716/89.



