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Política

MPBA investiga influencer do DF por xenofobia após vídeo contra nordestino: entenda os detalhes da apuração

PorMaitê DoretoVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 23:19
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MPBA investiga influencer do DF por xenofobia após vídeo contra nordestino: entenda os detalhes da apuração
Fatos Rápidos da Notícia
  • Autoridades e órgãos oficiais acompanham os desdobramentos do tema apurado.
  • Os registros, decisões e dados centrais foram confirmados formalmente.
  • Medidas institucionais e regulatórias permanecem em curso e sob monitoramento.
Resumo Editorial

Após o primeiro turno das Eleições 2026, investigação do MPBA apura declarações xenofóbicas de influenciadora que ofendeu nordestinos, com base em contexto político e repercussão institucional.

Após o resultado do primeiro turno das Eleições 2026, a influenciadora digital Gislaine da Silva Fernandes Carvalho, residente no Distrito Federal, gerou controvérsia ao publicar vídeo no qual afirmou que nordestinos "parecem animais" e declarou não conseguir evitar a xenofobia contra a população da região, fato que culminou com o início de inquérito pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) para apuração de crime de xenofobia.

Apuração do Ministério Público e Contexto Eleitoral

O Ministério Público da Bahia (MPBA) instaurou procedimento investigativo para apurar o suposto crime de xenofobia relacionado às declarações da influenciadora Gislaine da Silva Fernandes Carvalho, que viralizou após o resultado do primeiro turno das Eleições 2026, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 21,4 milhões de votos no Nordeste, representando 63,77% dos votos válidos na região, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A apuração foi coordenada com base em registros digitais do conteúdo publicado, que demonstrou expressões consideradas ofensivas e generalizadoras por dirigentes regionais e organizações de direitos humanos, enquanto a própria influencer reconheceu publicamente o uso de "expressões infelizes, excessivas e inadequadas", contextualizando sua crítica como direcionada ao cenário político eleitoral e não como defesa de discriminação institucional contra os nordestinos.

Ponto de Destaque

Gislaine afirmou que nordestinos "parecem animais", em vídeo publicado após o primeiro turno das Eleições 2026 em que Lula recebeu 21,4 milhões de votos no Nordeste (63,77% dos válidos).

Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais

A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou o recebimento de representação formal do MPBA e iniciará diligências para coletar evidências digitais e eventuais testemunhas, enquanto a Defensoria Pública do Estado do Piauí notificou a abertura de inquérito civil para verificar possíveis violações ao princípio da igualdade jurídica e social garantido pela Constituição Federal.

Diante da repercussão midiática e das demandas judiciais emergentes, Gislaine desativou seu perfil no Instagram — com menos de 60 mil seguidores — e alterou seu nome de usuário, mantendo ativa sua conta no TikTok, onde acumula aproximadamente 100 mil seguidores e publica conteúdos sobre cuidados com unhas naturais, sob pena de responsabilização civil e criminal por incitação à discriminação racial prevista no artigo 5º, inciso XLII, da Constituição e na Lei nº 7.716/89.

Atenção / Ponto Crítico
O MPBA deve formalizar denúncia criminal até 30 dias após o término da fase investigatória, com possibilidade de processo por crime de xenofobia previsto no artigo 5º da Lei nº 7.716/89.

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