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Economia

Ouro despenca em Nova York sob pressão do dólar forte e juros americanos em alta

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 21:47
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Ouro despenca em Nova York sob pressão do dólar forte e juros americanos em alta
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ouro fechou em queda de 1,33% na Comex, a US$ 4318,4 por onça-troy, em 23 de setembro de 2024
  • A prata para dezembro caiu 2,35%, a US$ 66,96 por onça-troy
  • O Federal Reserve indicou que novas altas de juros são necessárias para reduzir a inflação à meta de 2%, com expectativa de alta de 50 pontos-base até dezembro
Resumo Editorial

O uro e prata fecham em queda de 1,33% e 2,35%, respectivamente, diante do dólar forte e expectativa de novos juros americanos.

No dia 23 de setembro de 2024, o ouro fechou em queda de 1,33% na Comex, cotado a US$ 4.318,40 por onça-troy, enquanto a prata registrou recuo de 2,35%, atingindo US$ 66,96 por onça-troy, em movimento impulsionado pela perspectiva de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve e pela apreciação do dólar diante da escalada das tensões geopolíticas no O riente Médio.

Contexto Macroeconômico e Dinâmica dos Mercados de Metais

A queda dos preços dos metais preciosos ocorreu em um cenário de fortalecimento do dólar americano e de retomada dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), após a volatilidade nos mercados energéticos refletir o agravamento das relações entre Washington e Teerã. Na Comex, divisão da New York Mercantile Exchange (NYMEX), o ouro para dezembro encerrou a sessão com queda de 1,33%, para US$ 4.318,40 por onça-troy, enquanto a prata para o mesmo vencimento registrou retração de 2,35%, para US$ 66,96 por onça-troy. A correlação negativa entre os metais e o apetite por ativos sem rendimento — típicos em ambientes de política monetária restritiva — reforçou a tendência de desvalorização, ainda que os investidores mantenham atenção redobrada quanto à evolução da inflação e das decisões do Fed.

Nos últimos três anos, o Federal Reserve havia mantido uma postura de política monetária acomodatória, mas a primeira alta de juros em mais de três anos, realizada na semana anterior, sinalizou um novo ciclo de aperto. O presidente do Fed, Jerome Powell, e o vice-presidente da instituição, Michael Barr, reiteraram publicamente a necessidade de elevações sucessivas da taxa Selic para garantir que a inflação se estabilize na meta de 2% ao ano. Segundo o indicador FedWatch, do CME Group, as chances de um aumento de 50 pontos-base até dezembro subiram para mais de 70%, indicando expectativa de aperto contínuo que pressiona ativos como o ouro, historicamente sensíveis a juros reais positivos.

Ponto de Destaque

O ouro encerrou a sessão em US$ 4.318,40 por onça-troy, registrando queda de 1,33% na Comex em 23 de setembro de 2024.

Repercussão Política e Desafios para as Políticas Monetárias

As declarações do membro do Conselho Governador do Fed, Michael Barr, reforçam a visão de que novas altas de juros são inevitáveis no curto prazo para conter pressões inflacionárias persistentes. Em discurso à imprensa, Barr afirmou que 'novas altas de juros provavelmente serão necessárias' para que a inflação retorne à meta estabelecida pelo banco central norte-americano. Paralelamente, a agência Dow Jones Newswires reportou que o petróleo Brent subiu para US$ 102 por barril após cinco dias consecutivos de queda, impulsionado por tensões no O riente Médio e preocupações com oferta global.

Especialistas apontam que a combinação entre política monetária restritiva nos EUA e instabilidade geopolítica pode sustentar volatilidade nos mercados de commodities no curto prazo. Na análise do Zaye Capital Markets, Naeem Aslam destacou: 'A direção do dólar e dos juros dos Treasuries continua sendo crucial para determinar se a demanda geopolítica se traduz em uma alta ou baixa sustentada do ouro'. Diante disso, os próximos movimentos dependerão da condução do Fed e da evolução das relações com o Irã.

Atenção / Ponto Crítico
Novas altas de juros pelo Fed até dezembro podem pressionar ainda mais os preços dos metais preciosos e elevar custos financeiros para agentes econômicos.

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