O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, já condenado por coação no âmbito do inquérito do STF, deslocou-se a Washington para apresentar à Administração do Departamento de Estado registros da sessão extraordinária realizada pelo Supremo Tribunal Federal em 15 de junho, na qual se debruçou sobre a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, com a finalidade declarada de pleitear novas sanções via Lei Global Magnitsky.
Contexto Institucional e Procedimentos Judiciais da Sessão de Junho
A sessão do STF realizada em 15 de junho analisou a admissibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das apurações referentes ao Banco Master, sob a coordenação do ministro Flávio Dino, cujo pedido de vista interrompeu o julgamento após placar de 4 a 3 nos votos iniciais.
A decisão, que não definiu a culpabilidade do magistrado, manteve aberto o trâmite processual e autorizou a continuidade das investigações já iniciadas pelo Ministério Público Federal em decorrência da suspeita de lavagem de ativos e corrupção envolvendo o consórcio financeiro.
A sessão do STF de 15 de junho marcou placar de 4 a 3 nos votos preliminares sobre a possibilidade de investigação contra Alexandre de Moraes
Repercussão Política e Estratégia Diplomática nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro encontra-se em Washington desde início desta semana, onde tem mantido reuniões com altas autoridades do Departamento de Estado para viabilizar a reaplicação das sanções previstas na Lei Global Magnitsky contra Moraes, figura central nas investigações que tramitam no STF.
A estratégia coincide com o retorno da atenção internacional ao caso, após a retirada das sanções aplicadas em 2025 e agora sob avaliação no âmbito da política externa norte-americana em face do Brasil.



