Em La Paz, capital da Bolívia, o acúmulo de lixo nas vias públicas atinge níveis críticos após duas semanas de paralisação dos trabalhadores da limpeza urbana, que protestam contra a ausência de reajuste salarial e a revisão das tarifas em razão do aumento dos custos dos combustíveis, enquanto a prefeitura mobiliza recursos humanos e materiais para conter o colapso sanitário em áreas estratégicas da cidade.
Contexto da Greve e Desafios na Gestão de Resíduos
A greve de dois semanas dos trabalhadores da limpeza urbana de La Paz, capital da Bolívia, resultou em acúmulo de lixo em áreas críticas da cidade, incluindo zonas próximas a hospitais e estabelecimentos comerciais, conforme constatação feita em 25 de setembro.
O s trabalhadores, vinculados à empresa La Paz Limpia, reivindicam reajuste salarial e revisão de tarifas em resposta ao aumento dos custos dos combustíveis, enquanto a prefeitura mobiliza 4 mil funcionários, moradores e voluntários com maquinário para conter o acúmulo de resíduos desde 22 de setembro.
A prefeitura afirma ter capacidade técnica para coletar 50% dos resíduos sólidos da cidade, embora reconheça a insuficiência dos esforços diante do volume acumulado durante as duas semanas de greve.
A greve, que começou em 14 de setembro, resultou no acúmulo de lixo nas ruas, especialmente próximo a hospitais e centros comerciais, gerando mau cheiro e atraindo animais urbanos, além de gerar insatisfação entre moradores como Hilda Tarquino, que relatou estar doente devido às condições insalubres.
Acúmulo de lixo nas ruas de La Paz atinge níveis críticos após duas semanas de greve de trabalhadores da limpeza urbana
Repercussão O ficial e Desafios na Restituição dos Serviços Públicos
O prefeito municipal Cesar Dockweiler afirmou que a administração continua com os esforços para conter o acúculo de resíduos, destacando que a capacidade técnica atual permite a coleta de 50% dos resíduos sólidos gerados na cidade.
Autoridades municipais e representantes sindicais mantêm posição de confrontação diante das negociações salariais, com os trabalhadores ameaçando continuar a greve caso não haja abertura para negociação efetiva.
Especialistas em gestão ambiental apontam que o acúmulo contínuo de resíduos representa risco à saúde pública e ao meio ambiente local, exigindo soluções imediatas além das medidas emergenciais adotadas.



