Na madrugada de segunda-feira (14), um idoso de 74 anos veio a falecer após o desabamento súbito de uma marquise no Jardim Soares, na zona Leste de São Paulo, enquanto uma mulher de 44 anos, que caminhava ao seu lado, foi gravemente atingida e encaminhada ao hospital; o incidente, registrado na 53ª Delegacia do Parque do Carmo como desabamento com morte suspeita e lesão corporal, mobilizou equipes da SSP, do IC e do IML para apurar as circunstâncias e coletar evidências técnicas.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A investigação preliminar, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), indicou que a estrutura metálica da marquise, instalada sobre o comércio local, sofreu falha estrutural inexplicável, resultando em seu colapso total sobre os pedestres; testemunhas e imagens de câmeras de segurança do entorno confirmam que a queda ocorreu sem aviso prévio, atingindo principalmente o idoso e a vizinha, cujos nomes não foram divulgados oficialmente até o momento.
O episódio se insere em um cenário de crescente preocupação com a segurança de edificações temporárias em áreas urbanas de grande circulação pedonal, onde normas técnicas para fixação e manutenção têm sido alvo de debate por parte da Fiscalização Municipal e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-SP).
O idoso de 74 anos morreu após o colapso da marquise no Jardim Soares, na zona Leste de São Paulo.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A SSP confirmou que as apurações seguem com rigor técnico, com laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) sendo fundamentais para determinar responsabilidades civis e penais; o Ministério Público do Estado já aguarda os resultados para eventual abertura de inquérito civil ou criminal.
Autoridades municipais reforçaram a necessidade de auditoria imediata em todas as marquises instaladas em via pública, especialmente aquelas com mais de cinco anos de uso, sob pena de suspensão de licenças e multas que podem chegar a R$ 50 mil por autuação.
Os próximos passos incluem a realização de vistoria técnica em massa pelo Departamento de Fiscalização Urbanística (DFU) e a revisão dos critérios de aprovação para estruturas temporárias em áreas com alto fluxo de pedestres.



