Na manhã de 11 de setembro, o equipamento de varredura tridimensional será deslocado ao imóvel residencial em Embu das Artes onde a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, faleceu após ser atingida por tiro na cabeça, enquanto o mesmo scanner já havia sido utilizado na perícia digital do apartamento onde a soldado da PM Gisele Alves Santana morreu baleada meses antes, sob responsabilidade do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, atualmente encarcerado no Presídio Militar Romão Gomes.
Contexto Institucional e Procedimentos Periciais
A Polícia Científica confirmou que a digitalização do imóvel ocorreu com 26 pontos de escaneamento e erro médio global de 0,7 milímetro, conforme laudo técnico já divulgado, enquanto o núcleo especializado do DHPP auxiliou na coleta de vestígios e na análise da dinâmica do disparo que vitimou Larissa da Cruz Morata, técnica em radiologia que deixou um filho de 2 anos.
A investigação ampliada incluiu exames residuográficos nas mãos da falecida e de seu companheiro, um soldado da PM, além da reconstituição da trajetória do projétil por meio da análise do revólver apreendido, estojo e munições encaminhados ao Instituto de Criminalística.
O scanner 3D registrou o imóvel com precisão de 0,7 milímetro em 26 pontos de escaneamento, permitindo confrontar versões contraditórias sobre a trajetória do tiro fatal.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Investigativos
A Justiça determinou a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto por morte da esposa PM Gisele, mantendo-o sob custódia no Presídio Militar Romão Gomes, igual ao soldado Vinícius, preso após divergências periciais reveladas pela delegada Bruna Caracho Crippa.
A defesa de Larissa da Cruz Morata, que enviou mensagens mencionando uso de sedativos antes do óbito e treinou tiro semanas antes da morte, deve apresentar o celular utilizado no dia do crime à delegacia com apoio legal.



