A arrecadação federal registrou, em setembro de 2025, valor de R$ 239,4 bilhões, corrigido pela inflação, representando aumento real de 5,62% em relação ao mesmo mês do ano anterior e consolidando o desempenho de arrecadação mais robusto desde o início da série histórica em 1995.
Contexto Institucional e Histórico da Arrecadação
O s números divulgados pela Receita Federal na quinta-feira (22/10) revelam que a arrecadação mensal de setembro superou o recorde estabelecido em agosto (R$ 237,49 bilhões), com ajuste inflacionário, e atingiu o patamar mais alto para o mês na história da União, impulsionado por ganhos expressivos no Imposto de Renda Retido na Fonte sobre ganho de capital (IRRF-Capital), que cresceu 14,70% em termos reais.
Até setembro de 2025, o total acumulado da arrecadação federal alcançou R$ 2,351 trilhões, refletindo alta real de 6,97% frente ao mesmo período de 2024, conforme indicadores oficiais que descontam a variação do IPCA.
A arrecadação mensal de R$ 239,4 bilhões em setembro representa recorde histórico para o mês desde 1995 e reflete crescimento real de 5,62% em relação ao ano anterior.
Repercussão Jurídica e Estratégias Fiscais para o Ano
Autoridades da Receita Federal destacam que o avanço na arrecadação do IRRF-Capital está diretamente ligado ao desempenho de títulos de renda fixa (+28,81%), juros remuneratórios sobre capital próprio (+37,67%) e fundos de renda fixa (+10,32%), além da tributação ampliada sobre dividendos.
Especialistas apontam que o cenário de juros mais altos e a retomada dos investimentos em ativos de renda fixa contribuem para a elevação dos rendimentos tributáveis, enquanto a política fiscal atual prioriza a ampliação da base tributária sem elevação direta das alíquotas.



